25 de outubro de 2012

Seja amorosa consigo mesma







Ame-se, respeite-se, seja gentil consigo mesmo. A menos que você seja amoroso para consigo mesmo, você não pode ser amoroso com ninguém, absolutamente. A menos que você seja atencioso consigo mesmo, você não pode ser atencioso com ninguém; é impossível.



Eu lhe ensino a ser realmente egoísta, de modo que você possa ser altruísta. Não há contradição entre ser egoísta e ser altruísta: ser egoísta é a própria fonte de ser altruísta. Mas até agora você tem aprendido exatamente o oposto, lhe ensinaram o contrário.



E qual tem sido o resultado desse ensinamento? Ninguém ama ninguém. A pessoa que se condena não pode amar ninguém. Se você não pode amar nem sequer a si mesmo - porque você é a pessoa mais próxima a você -, se seu amor não pode nem mesmo alcançar o ponto mais próximo, é impossível seu amor chegar até as estrelas. Você não pode amar nada - você pode fingir. E é isso que a humanidade se tornou: uma comunidade de fingidores, hipócritas.



Por favor tente entender o que quero dizer por ser egoísta. Primeiro você tem que se amar, se conhecer, ser você mesmo. A partir disso, você irradiará amor, ternura, atenção com os outros. A partir da meditação, surge a verdadeira compaixão, mas a meditação é um fenômeno egoísta. Meditação significa deleitar-se consigo mesmo e com sua solitude, esquecer o mundo todo e simplesmente deleitar-se consigo mesmo.



É um fenômeno egoísta, mas desse egoísmo surge grande altruísmo. E, então, não há nenhum vangloriar-se a respeito, você não se torna egoístico. Você não serve as pessoas; você não as faz sentir-se devedoras a você. Você simplesmente se deleita em compartilhar seu amor, sua alegria.



Osho, em "Guida Spirituale"

Imagem por rebeca. http://www.palavrasdeosho.com/2011/01/seja-amoroso-consigo-mesmo.html#ixzz2ALxIzmwG










17 de outubro de 2012

Aceitemo-nos como somos











A busca da perfeição seja física moral ou espiritual pulsa em cada um de nós, de forma mais acentuada em uns que em outros, conforme a evolução de cada um. No entanto o conceito de perfeição varia imensamente, pois o que é perfeição para alguns não passa do início para outros.


O que importa nesse processo de busca da perfeição verdadeira é a capacidade de aceitarmos e entendermos em que estágio estamos.


Podemos considerar que estamos caminhando lentamente para a perfeição de nós mesmos, aceitando o nosso momento atual e olhando para o futuro com olhos de esperança e de fé, tanto em nós como no Cristo.


O importante é conseguir ser feliz no caminho da busca que empenhamos, pois de outra forma sofreremos durante muito tempo. Temos que nos aceitar com todas as nossas imperfeições, com todos os nossos medos, com todas as nossas dúvidas, pois tudo isso faz parte do nosso aprendizado.


Manter o foco em nós mesmos também é relevante, pois quando nos desviamos de nós e começamos a buscar parâmetros nos outros para medir o nosso grau de perfeição, estamos perdidos, pois sempre haverá alguém pior do que nós e sempre haverão outros muito melhores, então esse exercício de comparação gerará infinita infelicidade.


Assim, olhemos para nós com olhos de amor e de aceitação e vamos, no nosso tempo, buscando o esforço para melhorarmos a cada dia. Subamos a escada de luz, degrau a degrau.




Autora: Vera Calvet









14 de outubro de 2012

A Deslealdade







Gostei
muito do texto que selecionei para postar hoje. A sua autora discorre
muito bem acerca da lealdade entre as pessoas. Acredito que este seja um
ótimo tema  para a nossa reflexão e aplicação em nossas vidas.







"Tenho
pensado muito no valor da lealdade, um princípio elementar incrustado
na minha personalidade, por obra de meus pais que a moldaram assim. Dou
lealdade e cobro lealdade e não acredito na firmeza de nenhum
relacionamento, de qualquer natureza, conjugal, sentimental, amoroso ou
profissional, sem lealdade.


Se
não há lealdade entre as pessoas, não há sinceridade e o relacionamento
se assenta em castelo de areia. Falta solidez, falta franqueza, falta o
cruzar de olhares que não piscam, nem se desviam, porque nada temem.
Falta a pureza de alma, o coração aberto, a consciência tranquila.


Quando
alguém não é leal em um relacionamento, tudo é irreal, falso. A alma
não se expõem, o coração não se abre, a consciência não se tranquiliza e
tudo o mais não passa de um mundo de mentiras, com valores falsos que
induzem ao erro.


A
deslealdade é perniciosa, destrutiva, repugnante e só a pratica quem não
conhece o valor do outro lado, a importância da sinceridade, da
verdade, desses sentimentos fortes que estabelecem relações duradouras,
que são positivas, que são para o alto e não baixo, que constróem e não
destróem, que fazem o bem e não o mal.


Deslealdade
é fingimento, é dissimulação, é o cultivo de valores menores, é negar a
quem a exerce o direito de viver em paz, pois, não creio que conheça a
paz, quem mente, quem esconde, quem omite, quem engana, já que todos
esses factores são negativos, destrutivos e induzem a erros a vítima da
deslealdade.


O homem
desleal só está preocupado consigo mesmo, quer tirar proveito ou
desfrutar de alguma vantagem, ou ainda se poupar de qualquer
envolvimento em situações que a verdade produz. É cômodo alhear-se,
mentir, ocultar, mas é bom? Não creio que seja bom nem para quem assim
age.


Só a verdade, ainda
que dura e cruel, constrói, e nós temos o dever de praticá-la, custe o
que custar, para o bem do nosso próximo e também para nós mesmos.
Ninguém gosta de ser salvo de deslealdade. Logo, uma viagem ao nosso
interior vai mostrar que não devemos oferecer aos outros o que não
queremos que nos ofereçam.





Autora:  Roxy - janeiro 20, 2006



7 de outubro de 2012

Solidão...










Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar,

passear ou fazer sexo... Isto é carência.



Solidão não é o sentimento que experimentamos pela

ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.



Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às

vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.



Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos

impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um

princípio da natureza.



Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é

circunstância.



Solidão é muito mais do que isto.



Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão

pela nossa alma....



Francisco Buarque de Holanda