12 de novembro de 2020

O Amor é a única poesia que existe.

                                

A vida é um caso de amor, é poesia, é música. Não faça perguntas feias como: qual é o propósito? Porque no momento em que você pergunta isso, você se desconecta da vida. A vida não pode ser interligada por questões filosóficas. A filosofia precisa ser deixada de lado.

Crença na poesia

O amor é a única poesia que existe. Todas as outras poesias são apenas um reflexo dele. A poesia pode estar no som, pode estar na pedra, pode estar na arquitetura, mas basicamente esses são todos reflexos do amor, captados em diferentes veículos.
Mas a alma da poesia é o amor, e aqueles que vivem o amor são os poetas reais. Eles podem nunca escrever poemas, podem nunca compor uma música, podem nunca fazer algo que normalmente as pessoas consideram como arte, mas aqueles que vivem o amor, que amam completa e totalmente, esses são os poetas reais.
A religião é verdadeira se ela criar o poeta em você. Se ela matar o poeta e criar o pretenso santo, ela não é religião: é patologia, um tipo de neurose vestida com termos religiosos.
A verdadeira religião sempre libera a poesia, o amor, a arte, a criatividade em você, ela o deixa mais sensível. Você pulsa mais, seu coração tem uma nova batida, sua vida não é mais um fenômeno monótono e trivial. Ela é uma constante surpresa, cada momento abre novos mistérios.
A vida é um tesouro inesgotável, mas somente o coração do poeta pode conhecê-la. Não acredito em filosofia, não acredito em teologia, mas acredito na poesia.

Osho, em "Osho Todos os Dias - 365 Meditações Diárias"



3 de janeiro de 2020

Tenho muito mais passado do que futuro...



                                         
Gostaria de nesse último dia do ano deixar aqui, para meus amigos e amigas virtuais, algumas palavras de grande sabedoria que recebi de uma amiga muito querida, acredito que de muitas vidas passadas, desta que vivemos e de outras que ainda virão. Achei-a tão especial tão semelhante ao que sinto, penso e desejo, nesta talvez derradeira década de minha já alongada passagem pela existência, na qual estou vivendo, mais ou menos, como uma eremita, pouco saindo da minha casa, voluntariamente, e muito de bem com a vida, que resolvi enviá-la para as pessoas que, decerto, gostarão de lê-la.Acredito que ela vai ajudar a todos/as a compreenderem a minha drástica mudança de vida e o meu gostar da vida de recolhimento que escolhi para mim e do empenho que tenho em comer as minhas últimas jabuticabas até o caroço. Feliz Ano Novo e apetitosas jabuticabas para vocês. Um abraço afetuoso de Eva.
“Contei meus anos e constatei que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicentemente, mas percebendo que faltavam poucas, passou a roê-las até o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. 
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias, que nem fazem parte da minha. 
 Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa. 
Já sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana: gente que sabe rir de seus tropeços, que não se encanta com triunfos, que não se considera eleita antes da hora, que não foge de sua mortalidade, que defende a dignidade dos marginalizados e que deseja andar humildemente com Deus. Quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo. 
O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!”

                                             

(Autor: Mário de Andrade)

18 de dezembro de 2019

Não deixar jamais que a jovem que existe em mim se vá embora



Há tempos passados, uma pessoa jovem insatisfeita com uma resposta minha às suas irreverências, chamou-me de velha e denominou-me Vovó Eva, com aquele tom de zombaria e de desrespeito que bem caracterizam certos jovens criados sem limites e sem as noções básicas de boa educação. Não fiquei chocada nem indignada, porque se há uma coisa com a qual eu convivo muito bem é com a minha idade e com as mudanças no meu físico, operadas pela passagem do tempo.
Não nego a idade, não perdi a vaidade, amo a vida e não saberia viver como vive a maioria das pessoas da minha faixa etária. *Ontem, calhou de chegar-me uma mensagem pps que me trazia um texto, de autor desconhecido, com o qual me identifiquei profundamente, como se fosse eu mesma quem o tivesse escrito, falando de mim mesma. 
Como sei que algumas pessoas frequentadora desse o blog estão se aproximando da terceira idade, ou têm suas mãe já idosas, resolvi postá-lo para que reflitamos sobre o que é mesmo isto que chamam de velhice, o que é ser uma velha, como se sentem as pessoas que se aproximam da idade avançada, se é possível não envelhecer interiormente, avançando nos anos com a energia, a disposição para viver em plenitude, fruindo os prazeres e as alegrias que a vida proporciona. 
Vejamos o texto: “Um dia desses uma jovem me perguntou como eu me sentia sobre ser velha. Levei um susto, porque eu não me vejo como uma velha. Ao notar minha reação, a garota ficou embaraçada, mas eu expliquei que era uma pergunta interessante, que pensaria a respeito e depois voltaria a falar com ela. Pensei e concluí: a velhice é um presente. 
Eu sou agora, provavelmente, pela primeira vez na vida, a pessoa que sempre quis ser. Oh, não meu corpo! Fico incrédula muitas vezes ao me examinar, ver as rugas, a flacidez da pele, os pneus rodeando o meu abdome, através das grossas lentes dos meus óculos, o traseiro rotundo e os seios já caídos. E constantemente examino essa pessoa velha que vive em meu espelho (e que se parece demais com minha mãe), mas não sofro muito com isso. 
Não trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, e o carinho de minha família por menos cabelo branco, uma barriga mais lisa ou um bumbum mais durinho. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais condescendente comigo mesma, menos crítica das minhas atitudes. Tornei-me amiga de mim mesma. Não fico me censurando se quero comer um bolinho-de-chuva a mais, ou se tenho preguiça de arrumar minha cama, ou se compro um anãozinho de cimento que não necessito, mas que ficou tão lindo no meu jardim. 
Conquistei o direito de matar minhas vontades, de ser bagunceira, de ser extravagante. Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar paciência no computador até às 4 da manhã e depois só acordar ao meio-dia? Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos das décadas de 50, 60, 70 e se, de repente, chorar lembrando de alguma paixão daquela época, posso chorar mesmo! Andarei pela praia em um maiô excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulharei nas ondas e darei pulinhos se quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros. 
Eles, também, se conseguirem, envelhecerão. Sei que ando esquecendo muita coisa, o que é bom para se poder perdoar. Mas, pensando bem, há muitos fatos na vida que merecem ser esquecidos. E das coisas importantes, eu me recordo freqüentemente. Certo, ao longo dos anos meu coração sofreu muito. Como não sofrer se você perde um grande amor, ou quando uma criança sofre, ou quando um animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão a força, a compreensão e nos ensinam a compaixão. 
Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser forte, apesar de imperfeito. *Sou abençoada por ter vivido o suficiente para ver meu cabelo embranquecer e ainda querer tingi-los ao meu bel prazer, e por ter os risos da juventude e da maturidade gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes que seus cabelos pudessem ficar prateados. 
Conforme envelhecemos, fica mais fácil sermos positivos e ligarmos menos para o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Conquistei o direito de estar errada e não ter que dar explicações. 
Assim, respondendo à pergunta daquela jovem graciosa, posso afirmar: “Eu gosto de ser velha”. Libertei-me!
Gosto da pessoa que me tornei. Não vou viver para sempre, mas enquanto estiver por aqui, não desperdiçarei meu tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupando com o que virá. E comerei sobremesa todos os dias e repetirei, se assim me aprouver… 
E penso que nunca me sentirei só. Sou receptiva e carinhosa, e se amizades antigas teimam em partir antes de mim, outras novas, assim como você, vêm a mim buscar o que terei sempre para dar enquanto viver: experiência e muito amor.
Pode ser que para muitas pessoas a velhice seja sinônima de decadência física e mental, seja a fase da anulação do indivíduo, seja o marco para a desistência de fazer parte integrante e atuante na dinâmica da vida, seja sinônimo de inutilidade ou que represente a interdição do sonho e dos desejos, a abdicação da dignidade e da auto estima de quem mesmo estando vivo, torna-se o espectro de si mesmo.
Para mim, a velhice é exatamente como a encara a jovem velhinha do texto: uma festa, uma celebração da vida e um ato de agradecimento a Deus por ter conseguido chegar até onde já cheguei, tão bem e tão saudável, varando as décadas, sem deixar jamais que a jovem que em mim existe se vá embora.


6 de setembro de 2019

Deixem-me envelhecer feliz.


Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,
Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,
Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,
Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,
Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,
Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,
Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,
Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.
Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,
Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,
Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,
Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,
Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,
Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,
Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,
Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.
Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,
Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,
Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,
Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,
Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,
Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,
Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,
Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz.

...Concita Weber



25 de agosto de 2019

Um dia seremos apenas um retrato na parede!


Crônica para o fim de semana -

Aproveite a sua vida! Um dia seremos apenas um retrato na estante de alguém, depois, nem isso... (Igor Brito Leão).
Você conheceu seus bisavós?
Alguns não conheceram seus pais, outros não conviveram com seus avós. Mas poucos se relacionaram com os seus bisavós.
Fixo-me nesse ponto da linha dos nossos ascendentes, os pais dos nossos pais, apenas como uma referência, para poder seguir com minha abstração.
No momento, tenhamos nós mesmos como ponto de partida desta divagação: você tem um filho. Ama-o em sua plenitude. Adiante, este filho lhe traz um neto. Talvez o amor por este neto seja multiplicado, já que netos chegam em um momento de nossas vidas em que estamos carentes, saudosos do nosso passado. Mais adiante, esse neto tem um filho. Agora, somos bisavós. O amor é gigante, mas talvez não tão intenso, pois provavelmente estaremos passando por dificuldades, lutando por nossa frágil saúde, próximos ao fim de nossa existência, e, quiçá, com as faculdades mentais hígidas. Essa debilidade física nos impedirá de termos um amor equivalente ao que tivemos por nossos netos, por uma questão natural de auto sobrevivência. Nesse débil momento de nossa saúde, aliado à pouca idade do nosso bisneto, que não terá a maturidade necessária para entender a importância de quem somos para eles, fará com que cheguemos a uma primeira conclusão: o ápice do nosso momento afetivo existencial é quando nos tornamos avós.
O segundo ponto a ser considerado: se perguntarmos quem foram os nossos tataravós, a coisa complica. Muito poucos saberão sequer os seus nomes. E, acredite, sem a existência deles, nós nem teríamos existido. 
Então, vem a segunda conclusão: não obstante o fato de nossos ancestrais mais distantes terem sido imprescindíveis à nossa existência, nós nem sabemos de quem se trata. 
Sabermos que em um dia qualquer não estaremos mais aqui, dá-nos uma lição de humildade significativa. Tudo que é tangível, que viermos a amealhar aqui, aqui será deixado. O intangível, nossas lições de vida, nossos ensinamentos, o amor que tivermos doado, esses se perpetuarão no coração daqueles que tocamos. 
A nossa existência afetiva sobrevive a poucas gerações. Não dura sequer um século. E, convenhamos, o que significa um século em um mundo de milhões de anos? Nada! 

Então amigos. Aproveitem cada dia das suas existências! 
Regozijem-se da dádiva do viver! Não sabemos o que virá após a nossa passagem. Talvez sejamos eternos em nossa essência. Mas o período no qual existiremos, as pessoas com as quais conviveremos, os nossos amores, as nossas alegrias serão únicas para aquele intervalo de tempo. 

AUTOR: 


25 de março de 2019

Viva intensamente amando a vida !



VIDA!
"Nunca pare antes do fim
A última palavra
A última nota
O último gesto
O último abraço
O último sorriso
A última canção
Podem ser o começo de tudo...
Quem somos nós
Para parar o tempo no seu decurso...
Também não podemos parar o vento...
Defina aonde quer chegar
E siga em frente. Vá até o fim
Não abandone a luta
Deixe a última lágrima molhar o seu rosto
Mas não desista.
Respire firme e profundamente...
Siga com coragem
Se não puser o último tijolo, ele fará falta
A construção não estará terminada
O último minuto ou segundo são 
importantes para a vida.
A última centelha de luz também é importante
O último momento pode ser agora
Deixe que ele seja
Agora pode ser o começo de tudo
A vida está por um triz, viva-a intensamente
Não permita que ela se vá... não desperdice o tempo
Viva intensamente amando a vida 
e tudo o que ela traz!"

Autora: Verônica Firmino


12 de janeiro de 2019

Xô, urucubaca!



Você comprou um vestido lindo para estrear no fim de semana e aquela sua amiga do trabalho adorou o modelito. Para a sua surpresa, no dia do evento, um pouco antes de sair de casa, você esbarra no portão e rasga a peça exclusiva que iria arrasar na noitada. Azar? Que nada, você foi vítima de mau-olhado!

Urucubaca, ziquizira, olho gordo, ou simplesmente inveja. Este sentimento assola a vida de qualquer mortal. Inveja do corte do cabelo, do namorado rico e bonitão, da promoção no emprego ou do carro novo. Seja qual for o motivo, toda mulher já foi cobiçada e sabe que a danada é capaz de acabar com o humor do dia.

Presente desde os primórdios da humanidade, como na história de Caim e Abel, a inveja é um dos mais perigosos dos sete pecados capitais. A faixa etária de um invejoso em potencial está entre os 16 e os 35 anos, já que é durante essa fase que a pessoa molda a sua personalidade, deixando de lado a inocência infantil. O sentimento é desenvolvido até os sete anos de idade, moldando a personalidade da pessoa e se solidifica no caráter até o fim da vida. Fatores como o temperamento, convívio social e até genética podem interferir na manifestação da cobiça.

A cobiça pode ser consciente, quando a pessoa sabe que é invejosa e pratica atos premeditados, arquitetando planos com o objetivo de prejudicar o outro. A inconsciente ocorre quando as atitudes tomadas não são planejadas, sendo o objeto de desejo o alvo de uma admiração exagerada, fazendo que alguém queira para si o que é de mérito alheio.
É impossível separar a inveja da falsidade. Por isso é preciso prestar atenção no comportamento dos colegas que integram o seu círculo social. Para não ser enganada por um invejoso, vale a pena ficar de olho nas atitudes e nos rastros deixados por ele. Geralmente, pessoas invejosas não fixam contato visual muito tempo e desviam o olhar para baixo, ou para os lados. Outra técnica é reparar se o amigo se aproximou depois que você comprou algo, como um carro, por exemplo. Também é interessante observar uma pessoa quando você compartilha momentos de vitória com ela. Discreto, o invejoso acompanha o elogio com um sorriso de quem não gostou, ou com um comentário que duvida da sua capacidade nesse novo patamar.
Como o falso amigo é um inimigo secreto, é sempre importante prestar atenção a alguns comportamentos:

• É preguiçoso e vai querer lhe afastar das atividades relacionadas ao trabalho, estudo ou aprimoramento profissional.
• Tem um comportamento obsessivo-compulsivo e deseja controlar a sua vida, querendo saber onde e com quem você pratica suas atividades, além de procurar acompanhá-lo sempre que possível. Não confunda estes sinais com a prestimosidade sincera de um amigo.
• É agressivo e desconta suas frustrações nas pessoas.
• É fofoqueiro e mentiroso. Já que não se sente capaz de conseguir o sucesso alcançado pelo outro, ele tenta difamar a imagem da vítima de sua inveja.
• É desconfiado. Ele tem uma desestrutura de ego tão grande que sempre vai achar que o que você conta é mentira ou que está querendo levar vantagem às custas dele.
• Tem complexo de inferioridade e auto-estima baixa. Precisa de elogios constantes para se sentir tão capaz quanto os outros.

Todas as artimanhas são válidas para se defender da urucubaca alheia. Além de deixar um pote com sal grosso em cima da mesa do escritório, quanto menos você mostrar a sua felicidade, menos ziquizira vai atrair para a sua vida pessoal. Pare de anunciar aos quatro ventos que comprou um carro novo, que o seu namorado é o máximo, ou que está planejando aquela viagem para a Europa. Quanto menos os falsos amigos souberem da sua vida, melhor para você.

Fonte: Guia da Semana

3 de novembro de 2018

Aprendiz de Bruxa...


Estou aprendendo...mas já tenho a vassoura e o estacionamento....
"Chamam de bruxa as mulheres que assumem seu poder pessoal. As que não têm medo de serem livres.
Chamam de bruxa as mulheres que cheiram a ervas e que as cultivam em seus jardins.
Chamam de bruxa mulheres que ensinam brincadeiras às crianças e brincam com elas, mesclando a mestre e a aprendiz.
Chamam de bruxa as mulheres que sonham seus encantamentos, que encontram respostas no vento, que sentem o cheiro da chuva chegando com as nuvens ainda leves de água...
Chamam de bruxa todas as loucas que falam com seus bichos, as que se encantam com pássaros, que se comovem com seus cantos.
Chamam de bruxa, mulheres que trocam um par de sapatos novos por um passeio na praia e uma ida ao shopping, por um banho de cachoeira.
Chamam de bruxa, mulheres que caminham descalças, que secam cabelo com a brisa da manhã, que se entregam ao luar com a mesma intensidade que uma loba uiva, nas noites de lua cheia!
Chamam de bruxa, as que fazem ungüentos, preparam chás, penduram ervas nas janelas, que se sentam na terra e trocam com ela, a sabedoria mensal, imersa em seu sangue sagrado.
Chamam de bruxa todas as que encontram em seu canto sagrado e nas marcas de seu rosto, o mapa de sua sagrada jornada.
Chamam de bruxa aquelas que têm como templo, as estrelas e o firmamento, como sagrado as águas que correm pelos campos, e firmam seus passos no solo que as sustentam.
Chamam de bruxa as que se abençoam por serem: Mulheres benditas, geradoras de vida, cuidadoras por natureza, fênix por natureza, ainda que esmagadas diariamente pela hipocrisia humana.
Chamam de bruxa as que brilham, mas que caminham sob o manto da simplicidade. 
Chamam de bruxa as que iluminam, mas que caminham por entre as sombras, levando sua luz aos que necessitam, sem julgamentos, apenas no acolhimento da alma.
Chamam de bruxa as que possuem a coragem de ser quem são, sem medo apenas com o coração repleto de amor e que em seus intentos espalham sementes do bem, pelos corações que se abrem para que elas possam entrar!
Chamam de bruxa, as mulheres repletas do poder de Si mesmo, que assustam por serem diferentes, mas que encantam quando compreendidas e respeitadas, pois não precisam ser aceitas. Não precisam da aprovação de ninguém para serem as Mulheres de Poder que são!"


Rose Kareemi Ponce ❤️

4 de maio de 2018

Livre-se da depressão




O QUE FAZER, QUANDO O ÚLTIMO ESTÁGIO DA DOR HUMANA NOS ATINGE?


Segundo Augusto Cury, nunca devemos desprezar as pessoas deprimidas. Afinal, “a depressão é o último estágio da dor humana”. E ele nos alerta: “antidepressivos tratam a dor da depressão, mas não curam o sentimento de culpa e nem tratam a angústia da solidão”.

Diversos outros pensadores também nos sinalizam os perigos ocultos por trás dessa doença sub-reptícia que muito provavelmente se constituirá no grande mal do século XXI.

Martha Medeiros acrescenta que a “depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem razão aparente. E as razões têm essa mania de serem discretas”.

Há também aqueles que são mais críticos com o comportamento humano relativo a este tema.

Geoffrey Norman, historiador Australiano, faz o seguinte alerta: “muito do que hoje é considerado depressão, não passa de um corpo precisando de trabalho”.

Já Kléber Novartes faz a seguinte provocação: “a pior depressão é aquela que criamos. É, por exemplo, reclamar da falta de um abraço depois de se trancar sozinho em casa”.

E Junia Bretas conclui: “depressão é excesso de passado em nossas mentes. Ansiedade é excesso de futuro. Por isso, o momento presente é a chave para a cura de todos os males mentais”.

Mas o que é a depressão? Consequência ou causa de algo que provoca um vazio na alma, um vazio existencial?

A observação de Lourival Jr. nos parece, sob a ótica espírita, uma boa base para a reflexão que propomos aqui. Ele diz: “no fundo, a depressão nada mais é do que um grito da alma, alertando que seu progresso natural está atrasado”.

Neste texto, não temos a intenção de explicar a depressão, nem tampouco supervalorizá-la ou subestimá-la. Todos nós, muito provavelmente, se não tivemos depressão ao menos convivemos com pessoas depressivas. E, portanto, podemos imaginar a dor na alma que quem sofre deste mal.

Devido à importância que damos ao tema, queremos então propor uma reflexão para aqueles que sofrem desta chaga, consciente ou inconscientemente, e propor uma maneira para prevenir-se dela. Uma reflexão simples e objetiva.

Considere o seguinte: só há duas formas de lidarmos com as circunstâncias da vida: como VÍTIMAS ou como PROTAGONISTAS.

Aí perguntamos: de qual forma você pretende lidar com suas dores da alma daqui em diante?

Se você enfrenta problemas como a depressão, essa é principal escolha que você pode fazer hoje para uma grande mudança em sua vida!

Se você se considera VÍTIMA das circunstâncias que te fizeram e te fazem sofrer, a solução para suas dores não dependerá de você. E isto não é uma boa notícia. Porque neste caso você não terá controle das soluções que poderão eliminar suas dores. Sendo assim, você precisará de ajuda não apenas para encontrar as soluções, mas principalmente para entender as razões que te levaram ao sofrimento, por que você não aprendeu nada ou muito pouco com ele. Se for esta sua escolha, pedimos amorosamente que você procure hoje mesmo o apoio de um profissional da área de PSICOLOGIA. Não hesite também em buscar apoio e orientação de seus familiares e recorra humildemente ao suporte fraterno de sua religião. Corra, você precisa muito de ajuda! E o tempo é fundamental. Quanto mais cedo você contar com apoio, mais rapidamente você encontrará caminhos para superar suas dores existenciais.

Por outro lado, se você tem o desejo ardente de ser PROTAGONISTA, as soluções dependerão muito mais do seu esforço e da sua mudança de mentalidade. E isto é uma excelente notícia.

6 de fevereiro de 2018

O que temos feito de nós?


Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós. 
Não temos amado, acima de todas as coisas. 
Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos. 
Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas não temos um ao outro. 
Não temos nenhuma alegria que já não esteja catalogada. 
Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que
 nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. 
Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga
 e nós a tememos. 
Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. 
Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. 
Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos 
envergonharmos de ser inocentes. 
Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, 
de ciúme e de tantos outros contraditórios. 
Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. 
Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. 
Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença
 é angústia disfarçada. 
Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso 
nunca falamos o que realmente importa. 
Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. 
Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos 
a tempo dos falsos deuses. 
Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer “pelo menos não fui tolo” e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. 
Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. 
Temos chamado de fraqueza a nossa candura. 
Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. 
E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.

(Autor desconhecido)

17 de dezembro de 2017

Convivência com pessoas difíceis.




Através destes encontros com pessoas que não pensam igual a gente, ou que não se comportam como nós desejamos, devemos ir criando e alimentando dentro de nós dois sentimentos muito importantes, a compreensão e a paciência.
Algumas vezes não percebemos a importância destes encontros e perdemos a paciência, tomamos algumas atitudes irritadas ou nos afastamos desta pessoa.
Na maioria das vezes isto é um erro, pois Deus, que sabe do que precisamos, nos coloca exatamente onde necessitamos para o nosso maior e melhor aprendizado.

É tão importante a convivência com as pessoas “difíceis” que Jesus nos deixou o seguinte ensinamento: “Se apenas amares os que te amam, qual será a tua recompensa?” (Mt 5:46).
Devemos entender que Jesus nos solicita que usemos nossa compreensão e indulgência com as faltas alheias (LE 886) para que possamos conviver e aceitar as pessoas que achamos difíceis, pois certamente queremos que as pessoas nos aceitem como somos, concorda?
Algumas vezes, e não estou dizendo que seja o caso porque não conheço nem você nem os detalhes, as pessoas que julgamos difíceis tem a mesma opinião ao nosso respeito.
Assim, abre margem para fazermos uma autoanálise e buscar o conhecimento dentro de nós para termos certeza se os erros e os motivos que levam a esta dificuldade de convivência não estão partindo de nós, para que possamos corrigi-los.
Lembro, por fim, que toda a mensagem de Jesus é baseada na escolha que nós fazemos: não podemos escolher como as pessoas vão se comportar em relação a nós, mas podemos escolher como vamos nos comportar em relação a elas

Fonte: Desconhecemos a autoria do texto.



21 de outubro de 2017

Pessoas perfeitas não existem.



Não sei dizer se é a falta do tempo, ou não querer perdê-lo, que nos leva a buscar coisas prontas ou pelo menos que nos deem o menos trabalho possível. É como se quiséssemos cortar caminho para chegar ao mesmo ponto que o coração visa.

No nosso relacionamento com outras pessoas temos também uma certa tendência a, ao invés de construir relações, querer encontrar coisas feitas, situações prontas e que nos deem segurança. Construir significa ter trabalho, empenhar-se, dar de si e, por que não, ceder e perder-se um pouco na busca de um encontro profundo.

Nos lamentamos pelo que não foi construído para nós e nos esquecemos do nosso poder de reparar, recuperar e reconstruir. Se temos um sonho, por que esperar que outros ponham as escadas no caminho para que subamos às nuvens? Colocando, nós, cada degrau, saberemos onde estaremos pisando. Aquilo que exige de nós tempo e esforço merecerá uma alegria muito maior no dia da conquista.

Uma das histórias reais e mais bonitas que conheço é essa dessa filha que foi abandonada pela mãe quando criança. Ela cresceu com o sonho de ter uma mãe e já na idade adulta procurou pela mesma, colocando de lado todos os porquês de tanto abandono, de tantos anos de dor e solidão. Ela "decidiu" ter a mãe e tem. 

Cuida dela como se fosse a flor mais linda e preciosa do mundo, por que ela conhece o que é desejar e não ter e escolheu não viver a vida lamentando-se pelo tempo perdido. Constrói álbuns à partir do tempo que recuperou, vai acumulando lembranças para o dia do amanhã e saudade sincera para o possível dia da partida. Penso que abençoada é essa mãe e preciosa é essa filha. Precioso é esse ser humano.

Nossas razões nos colocam limitações. Os erros alheios nos parecem imperdoáveis e punidos somos nós pela rejeição da construção de uma vida diferente e nova, os quais seríamos o arquiteto, pedreiro e feliz proprietário. Quando deixamos de falar com uma pessoa porque nosso coração ficou ferido, vamos colocando a felicidade num passo a frente e aquele momento de zanga fica perdido. Se tínhamos dez oportunidades de sermos felizes, teremos apenas nove porque nosso coração foi orgulhoso demais e isso falou mais alto. 

Toda felicidade não é utopia. Utopia é pensar que permanecendo na nossa dureza e guardando nossas razões estaremos ganhando alguma coisa. Sonhos não são quimeras, são desejos que nosso coração pode realizar. Se o amor pudesse sempre gritar, se ele pudesse segurar nosso rosto para a direção do sol e das flores, seríamos mais felizes, menos sérios, menos graves, mais leves, mais próximos do céu.

Pessoas perfeitas não existem. Pessoas que querem dar o melhor de si já são, para Deus, um pedaço do sonho da perfeição. Podemos todos ser o sonho de Deus.

Autora: Letícia Thompson



                                         

28 de julho de 2017

O amor é a única poesia que existe


A vida é um caso de amor, é poesia, é música. Não faça perguntas feias como: qual é o propósito? Porque no momento em que você pergunta isso, você se desconecta da vida. A vida não pode ser interligada por questões filosóficas. A filosofia precisa ser deixada de lado.

Crença na poesia

O amor é a única poesia que existe. Todas as outras poesias são apenas um reflexo dele. A poesia pode estar no som, pode estar na pedra, pode estar na arquitetura, mas basicamente esses são todos reflexos do amor, captados em diferentes veículos.
Mas a alma da poesia é o amor, e aqueles que vivem o amor são os poetas reais. Eles podem nunca escrever poemas, podem nunca compor uma música, podem nunca fazer algo que normalmente as pessoas consideram como arte, mas aqueles que vivem o amor, que amam completa e totalmente, esses são os poetas reais.
A religião é verdadeira se ela criar o poeta em você. Se ela matar o poeta e criar o pretenso santo, ela não é religião: é patologia, um tipo de neurose vestida com termos religiosos.
A verdadeira religião sempre libera a poesia, o amor, a arte, a criatividade em você, ela o deixa mais sensível. Você pulsa mais, seu coração tem uma nova batida, sua vida não é mais um fenômeno monótono e trivial. Ela é uma constante surpresa, cada momento abre novos mistérios.
A vida é um tesouro inesgotável, mas somente o coração do poeta pode conhecê-la. Não acredito em filosofia, não acredito em teologia, mas acredito na poesia.

Osho, em "Osho Todos os Dias - 365 Meditações Diárias"

1 de junho de 2017

Deixem-me envelhecer...



Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,
Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,
Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,
Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,
Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,
Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,
Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,
Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.
Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,
Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,
Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,
Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,
Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,
Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,
Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,
Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.
Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,
Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,
Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,
Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,
Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,
Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,
Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,
Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!

Silvana Freygang

5 de maio de 2017

Como nos tornarmos pessoas melhores?

Como retirar do coração e da mente sentimentos e valores que não apreciamos mais, que não nos fazem bem?
Com certeza, esse tipo de pensamento, esse desejo, essa preocupação nos ocorre, com certa frequência.
Perdemos a calma quando desejaríamos ter muita paciência.
Falamos rispidamente quando teríamos preferido não alterar a voz.
Utilizamos palavras rudes quando melhor seria que mantivéssemos a gentileza e os bons tratos.
Quantas vezes isso ocorre?
Quantas vezes não nos vemos exatamente nessas situações?
Depois que os momentos de fúria passam, sentimos como que uma ressaca moral a nos maltratar, arrependidos por termos agido de forma tão desagradável.
Nesse momento, voltamos a nos perguntar: Como nos tornarmos pessoas melhores?
Como nos modificarmos de dentro para fora?
Esse é o grande desafio de todos nós: conquistar o progresso moral, insculpindo em nossa intimidade valores nobres.
Porém, logo nos perguntamos: Como aprender aquilo que ainda não sabemos?
Como nos alfabetizarmos nas lições que ainda não dominamos?
A lógica nos diz que, para um bom aprendizado, é necessário um bom mestre e uma boa cartilha.
Para se iniciar em um campo que desconhecemos, busquemos o melhor exemplo, a melhor referência.
E, quando falamos de progresso moral, da busca de virtudes que nos farão melhores, qual a melhor referência?
Quando questionados a respeito do tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo, os Espíritos superiores responderam a Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, em uma síntese perfeita: Jesus.
É por isso que, sem sombra de dúvida, afirmamos que Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que podemos aspirar na Terra.
Não há melhor Mestre para nos ensinar as virtudes do que Ele, o pastor das nossas almas.
Amoroso sem perder a firmeza, compreensivo sem ser complacente, Jesus oferece em Suas lições o melhor roteiro para as dificuldades morais que ainda atravessamos.
Reflitamos sobre as bem-aventuranças…
Quantos de nós investimos nossa vida, ou educamos nossos filhos para que sejamos todos misericordiosos, ou mansos ou pacíficos?
Quantos acreditamos que é uma ventura ter sede e fome de justiça ou ainda chorar e ser pobre de espírito?
Sabedor das nossas dificuldades e mazelas, foi Jesus quem nos indicou buscá-Lo, quando estivéssemos cansados e aflitos pois Ele nos aliviaria.
Ensinando que Seu fardo é leve e suave o Seu jugo, esclareceu que o grande alívio da alma é Sua proposta de amar.
Portanto, quando cansados de nós mesmos, quando fartos de repetir os mesmos erros e tropeçar nas mesmas dificuldades, busquemo-Lo.
Seja na reflexão em torno de Seu Evangelho, seja na prece a nos conectar com Ele, buscar Jesus será sempre a terapia maior para nossa alma.
Quando, corajosamente, O adotarmos como o Modelo e Guia para nossos dias, alegrias e venturas terão morada permanente em nossos corações.
E, finalmente, alcançaremos a reforma interior que tanto desejamos.

Fonte: Texto de Roger Andrade

29 de abril de 2017

Ontem e hoje... Quantas diferenças!


Esse eu escrevi em setembro de 2008. Acho que já postei aqui,mas como não me lembro posto novamente. Dedico às crianças do futuro. Sonhos de liberdade.
Quando eu era criança não sabia que era tão complicado. Brincava e corria à procura de vento e sol. Era, na época, meu único destino. O tempo passou e foi um longo processo, da meninice à vida adulta. Quantas responsabilidades. Quantas alegrias por universos conquistados. Hoje, vejo meus filhos crescendo na velocidade luz. Sinto falta de conversas mais longas, de lanches mais rebuscados, do riso solto na mesa farta. A família se reunia, contava coisas do cotidiano. Não me lembro dos assuntos serem contas a pagar. Lembro de comemorações, de como estávamos na escola, como eram nossos amigos. Como foi dar o primeiro beijo adocicado pelo amor. Como foi a primeira noite, dos carinhos e afagos. Havia um olhar para as pessoas de forma mais humana, menos banal. Tudo tão bonito; até quando aconteciam coisas ruins era bonito. Era mais íntegro. Tínhamos uma vontade de poder, de potência, de liberdade. Vontade de ousar e de superar. Buscávamos ter empatia por nossa profissão. Sentíamos, em nós mesmos, o nosso dom. Não precisávamos de exércitos de orientadores profissionais para dizer do que gostávamos, o que nos realizava. Hoje vejo jovens mais tristes, mais frenéticos, sem tempo sequer de dizerem olá. Parece que o mundo vai acabar, que suas vidas serão arruinadas a qualquer momento.O dinheiro, a máscara da superfície ganhou forma. Somente a pele é relevante. Danem-se nossas vísceras, nossos afetos, nossos desejos mais sublimes. As pessoas brigam, se maltratam e não se olham mais nos olhos, não são mais francas, de coração. São cegamente narcisistas, só pensam nelas mesmas e são francamente más. A competição é grande, todos têm inveja de alguma coisa ou de algo que alguém tem. Todos querem possuir sem gostar, sem o dom de apreciar. Lembro-me quando meu avô trazia prá casa alguns doces. Leite condensado era artigo de luxo. Lambia os beiços quando comia palitinhos de chocolates comprados na feira. Hoje temos tantas marcas de biscoitos que perdemos o paladar; não sabemos o que é amargo ou doce. Teria tanto que escrever, tanto que dizer. De qualquer forma, deixo um recado para quem ainda não nasceu ou para quem quer renascer: olhem mais, escutem com atenção, se alimentem com tranqüilidade, saboreiem a vida. Enxerguem com o coração, respeitem os outros, respeitem as regras, quebrem-nas com sabedoria. Tenham amor à vida! Tenham amor ao planeta. Tenham amor pela família e não confundam amizades interesseiras com amizade profunda; isso requer mais cuidado, mais assertividade e mais trabalho. Não julgue o que você é, somando ou diminuindo. Ser inteiro leva tempo e requer habilidades.Talvez sua busca nunca se complete, mas você tentou. E, saiba sempre que tudo na vida tem conseqüências. As coisas sempre têm vários lados. Priorize o seu lado melhor e aprenda com os erros.
Marisa Speranza

24 de março de 2017

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO



Não chore pelo que você perdeu,
lute pelo que você tem.

Não chore pelo que está morto,
lute por aquilo que nasceu em você.

Não chore por quem te abandonou,
lute por quem está a seu lado.

Não chore por quem te odeia,
lute por quem te quer feliz.

Não chore pelo teu passado,
lute pelo teu presente.

Não chore pelo teu sofrimento,
lute pela tua felicidade.

Não é fácil ser feliz,
temos que abrir mão de várias coisas,
fazer escolhas e ter coragem de assumir
ônus e bônus para ser feliz.

Com o tempo vamos aprendendo
que nada é impossível de solucionar,
apenas siga adiante com quem quer
e luta para estar com você.

Se engana quem acha que a riqueza e o status atraem a inveja…
as pessoas invejam mesmo é o sorriso fácil,
a luz própria,
a felicidade simples e sincera
e a paz interior…

Papa Francisco

6 de março de 2017

É idosa? Aproveite e viva a vida plenamente!



Quem assiste ao Big Brother Brasil17 pôde conferir um momento muito emocionante no qual a participante mais velha da casa, Ieda, a aposentada de 70 anos de idade, falou um pouco sobre a velhice e os motivos que a levaram a participar de um reality show conhecido por ter participantes sempre muito jovens. Durante dois minutos e meio, Ieda levou os brothers que a ouviam às lágrimas e nos ensinou uma valiosa lição de vida. Confira abaixo o discurso na íntegra:

“Eu falava com alguém ontem sobre a minha mãe. Porque, apesar de eu estar assim já com certa idade, eu também tive mãe. Minha mãe morreu nos meus braços, morreu assim comigo segurando e ela olhando e perguntando o que estava acontecendo. E eu não tenho mais ninguém acima de mim. Eu só tenho responsabilidade.E vocês vão entender quando ficarem mais velhos que a gente nunca deixa de ser criança. Por isso muitas vezes eu disse que vim aqui para mostrar para algumas pessoas mais velhas o quanto elas podem fazer por elas mesmas, sabe? Não se acomodarem, não ficar só cuidando de neto ou limpando casa pra filho. Muitas vezes os filhos fazem as mães de escravas, né. E que elas podem sim ter uma vida agradável ainda. Ação antioxidante: Descubra esse e outros benefícios do café para seu corpo e saúde.  
Compra um batom! Corta o cabelo! Muda a cor do cabelo! Convida uma amiga, compra uma garrafa de vinho. Bote o batom, beba o vinho e olhe sua boca ali no cálice de vinho. E vai lembrar de coisas que você já passou, e vai viver isso com sua amiga.
Vá ao cinema, não para. Continua sempre achando que a vida vai longe ainda, embora ela já esteja ali. A gente quando chega mais no final da vida, se tu não tem a cabeça muito doida com aquele pouquinho de loucura dentro, é triste. Tem que ter um pouquinho de loucura. E muitos sonhos.
E principalmente se cuidar, né? Ser saudável. Botar as pernas, por exemplo, lá atrás pra não ficar com dor na coluna, que a maioria das pessoas tem. Eu tenho 70 anos e não tenho. Tentar fazer alguma coisa, uma academia se der. Se não der pra viajar, vá passar o fim de semana na casa de uma amiga. Não ficar parada".

29 de dezembro de 2016

O mundo se abre para quem está aberto


Fomos criados para sermos independentes. Passamos dias editando nosso plano de independência, mas às vezes parece-me perigoso quando este plano se torna extremo. Claro, não é uma construção de um dia, mas de todo um processo de crescimento/dogmas/crenças.etc. Senão, vejamos alguns "pensamentos hereditários" :
1) Nascemos sós e assim morreremos;
2) é preciso confiar desconfiando;
3) não existem amigos que estarão ao seu lado sem interesse ;
4) se quiser alguem em quem confiar, confie somente em si mesmo; 
5) ..blablabla.

Cria-se a ideia de que quanto mais distante ou quanto mais armaduras você tiver, melhores serão os resultados, pois arriscar é atitude para os "desesperados/tolos/despreparados". Como estava dizendo, acabamos nos tornando individualistas como instinto de defesa, quando na verdade, muitas vezes não há ataque nenhum para "revidarmos". É uma guerra gratuita em que os únicos perdedores somos nós mesmos.

O individualismo extremado nos leva à solidão. A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa não por que simplesmente se isola mas por que os seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme (wikipedia). a) Quantas vezes temos a companhia de várias pessoas e ainda assim mantemos a sensação de solidão? Não há sensação melhor do que quando abrimos o corpo e coração para o mundo. Claro, corremos o risco de sermos traídos, enganados, etc. Mas ainda assim vale a pena, por várias razões. Digo apenas duas.

1. O peso da culpa, da impotência, da limitação e da pobreza de espírito tem um preço que o meu espírito não consegue pagar. É mais fácil cair e levantar, do que carregar este peso no corpo e na alma. É mais fácil andar com a cara limpa, sujar e lavar novamente, do que andar pintado e sentir a dor da mistura da pintura no corpo do "ser real".
2. As sensações são livres; os caminhos são livres..os sentidos são livres..você já olhou pro mundo com o coração aberto? para o mar? ..nem falo de outras sensações corpóreas como o abraço despreocupado se o outro está munido de alguma arma ou pronto para o ataque quando for estender o braço.

b) Mas também, Quantas vezes estamos sós e ainda assim mantemos a sensação de companhia?

Existem pessoas que mesmo que não morem na sua casa, transmitem a sensação de companhia. Companhia não é sensação física. Há pessoas que apesar de estarem ao lado, a única sensação que nos passa é a corpórea. Há pessoas que estranhamente te acompanham em silêncio e até ocupam um pedacinho de você. Isto acontece quando menos esperamos, mas nunca quando estamos fechados. Pois ao selecionar tanto o que deve ou não entrar pela armadura, acabamos perdendo a mágica, aquela sensação do simples. E nada se compara à sensação do que é simples.

O mundo se abre para quem está aberto. Abrem-se as portas e mais um céu para os nossos dons... Quem ganha, mesmo, somos nós.

Autora: Jéssica C. escritora e poeta


12 de dezembro de 2016

Casamento faz bem à saúde


Pesquisa revela que os casados têm menor chance de sofrer de depressão e ansiedade e que são mais felizes do que solteiros
Maridos e esposas têm menor chance de sofrer de depressão e ansiedade
Parece óbvio dizer que o casamento faz bem para o casal.
Mas além das alegrias da união, uma pesquisa apontou que homens e mulheres ficam menos aptos a desenvolver depressão e ansiedade após o matrimônio.
Cerca de 35 mil pessoas em 15 países participaram do levantamento, conduzido pela psicóloga neozelandesa Kate Scott, da Universidade de Otago em associação com a Organização Mundial de Saúde e a Universidade de Harvard.
A pesquisa mostrou que casar é melhor para a saúde mental e também física das pessoas de ambos os sexos do que a "solteirice".
Os homens apresentam possibilidade menor de ter depressão no primeiro casamento do que as mulheres.
Por outro lado, o estudo mostra que o fim da relação por divórcio, separação ou falecimento está ligado ao aumento no risco de perturbações, como abuso de substâncias pelas mulheres e depressão nos homens.
Dicas para um casamento ser bem sucedido
Conviver com alguém pela primeira vez não é fácil. Quando se trata de um parceiro com quem você acabou de se comprometer pelo resto da vida, a situação pode ser ainda mais complicada.
A vontade de ser perfeita, de satisfazer as vontades dele e de evitar que ele se arrependa de ter casado com você geram uma tensão desnecessária, quando o que deveria acontecer é os dois desfrutarem e se adaptarem à vida a dois.
Para isso, é preciso justamente que não fiquem juntos o tempo todo. Ou seja, dar espaço ao outro é essencial para que haja aquela vontade de se verem, como acontecia quando não conseguiam se ver todos os dias.
Confira algumas dicas para que nada fuja do controle e o casamento seja um sucesso.

Mãos à obra

A primeira manhã em seu novo lar, hora de dar aquele toque pessoal. Comece a decorar e ajeitar o espaço em conjunto. Fique atenta para não pintar os cômodos de rosa: lembre-se de que a casa também é dele.

Fique sempre linda
Ele ser seu marido não é desculpa para que você se descuide da sua aparência. Toda vez que ele te olhar, ele deve se lembrar por que te escolheu como esposa e companheira.

Autocontrole
Tenha em mente que a convivência pode trazer à tona algumas características dele das quais você pode não gostar. Antes de começar uma briga, respire fundo e tentem chegar num acordo.

As primeiras noites
Provavelmente ele não te olhará tão apaixonadamente como antes, nem com tanto desejo. A rotina e os assuntos da casa podem inibir um pouco a paixão. Não deixe que ela morra: faça surpresas à noite sempre que possível.

Transparência nas contas
É importante, desde o primeiro dia, que as contas sejam bem feitas para que o dinheiro nunca seja um problema. Procure adequar os gastos de acordo com a capacidade econômica de cada um.

Diga "não" às pequenas discussões
Tente não repreendê-lo como se fosse sua mãe e estabeleça tratos e acordos para dividirem a casa, o banheiro e o controle remoto da televisão.

Surpreenda-o
ão perca as pequenas coisas que fizeram com que vocês se apaixonassem. Coloque um bilhete de amor no bolso dele, faça uma visita inesperada, dedique uma canção, prepare uma noite romântica. O importante é manter acesa a chama do amor.

Aceite-o como ele é
Lembre-se de que nem todo o amor do mundo é capaz de fazer com que ele mude alguns hábitos que podem parecer irritantes. Ele já era assim antes de vocês se casarem, e mesmo assim você decidiu juntar-se à ele. Então não tente fazê-lo mudar mais do que ele estiver disposto a mudar.

Não seja possessiva
Só porque você se casou com ele, não quer dizer que agora é dona da vida e do tempo do seu marido. Deixe que ele tenha sua independência e seus espaços. Não proíba que os amigos dele o visitem, nem que ele saia para tomar uma cerveja com eles. Também não pegue no pé se ele chegar mais tarde, porque você também vai querer ter esse tempo para curtir suas amigas.






Sempre amigos


Por fim, nunca deixe de ser sua amiga. Faça com que ele tenha, em casa, tudo o que ele precisar, e procurem se divertir com as mesmas coisas de antes, como viagens, cinema, um passeio, festas. Dessa forma, ele nunca terá que procurar isso em outros lugares ou com outras pessoas.