13 de dezembro de 2009

SOU A MISS IMPERFEITA...



Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!



E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.



Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.



Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.



É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.



Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.



Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.



Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que se lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir dessa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.



Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante' .



8 de dezembro de 2009

AFINAL, QUAL É O LIMITE?



Já que este blog, dentre outras coisas, é um espaço para reflexões sobre temas atuais, quero hoje falar sobre duas “pragas” deletérias que costumam invadir a blogosfera, especialmente quando se trata de realitys show. E atacam com mais virulência, quando o assunto é palpitante e segue no arrepio da fofocalhada maledicente, com base na inveja e na hipocrisia. Vamos então eleger dois fatos mais me causaram irritação: o primeiro diz respeito à incontestável popularidade junto ao imenso e fiel público de Francine , o seu sucesso no trabalho e a seriedade como encara sua vida partículas e a sua imagem pública.




Após oito meses de pós-BBB, a jovem jamais apareceu na mídia a propósito de “barracos em público” (apesar de ter sido provocada para sair do sério por uma certa colega de realiry), trocando de “ficantes”, sendo fotografada aos amassos nas baladas cariocas ou em qualquer atitude reprovável na cidade onde reside, o Rio, ou nas numerosas cidades por onde tem passado no cumprimento de seus compromissos. Apesar desse comportamento irrepreensível, não faltam pessoas maldosas para inventarem fatos desabonadores contra ela, seja porque não torceram por ela, seja apenas por pura inveja. Há blogs que passaram a se ocupar exclusivamente com o achincalhe, o deboche, a injuria caluniosa e os mexericos contra a jovem Francine. É A TREVA!






Realmente, Francine é um fenômeno de popularidade entre seu numeroso público e entre muitos blogueiros que a admiram e apóiam. Como não apoiar uma moça que perdeu um milhão por ter acreditado no pseudo amor de um interesseiro calculista que fez do carisma dela e de uma historinha de amor estudada para encantar o público, a escadinha para seu próprio sucesso? Hipocrisia dele e boa fé dela foram a solução mágica que o falso Romeu usou para ficar milionário. Acho que essa perseguição pós-bbb à Francine já foge ao limite do bom senso e do respeito humano, servindo para um séria reflexão sobre o assunto. Que cada um reflita e tente mudar a postura.


O segundo, refere-se a acusações deslavadamente hipócritas, oriundas do falso moralismo de algumas participantes do reality show da rede Record de TV, ora em exibição, A Fazenda. Protagonizam o show da hipocrisia, da vulgaridade e do falso moralismo duas mulheres, dançarinas, narcisistas, exibidas e muito apoiadas pela maioria que abominam dois participantes, por recusarem fazer parte da panelinha de falsos santarrões.


No domingo, “A Fazenda 2” serviu de cenário para uma discussão fundamental, que diz respeito à boa parte da programação das tevês abertas brasileiras: a baixaria no vídeo. De um lado, Sheila Mello e Adriana Bombom, que conquistaram a tão sonhada fama exibindo o corpão. Do outro, Caco Ricci, modelo e Igor Cotrim, ator.


As duas tomavam banho, metidas em super micro biquínis, quando chegaram Mateus, Segatti e Igor , no banheiro, onde estavam outras pessoas que assistiam ao banho-show de Bombom e Sheilla. Os três puseram uma toalha sobre o colo. Todavia, Igor teve a déia de fazer uma brincadeira, ficando de cueca preta, cobriu-se com a toalha vermelha, fazendo exatamente a mesma coisa que Mateus também fazia, os seja: fingindo que estava excitados.  

                                      

Mas o fato de Igor estar de cueca, mesmo coberto, foi  o bastante para que Sheila (que detesta o rapaz) gritasse : “Igor passou do limite”. Que hipocrisia!  Que dissimulada está se revelando a ex-loura do El Tchan! Que mocinha melindrosa  e  assustadinha!  A falsidade é linda!Observe, nas duas fotos o lado, que Mateus também está com as mãos sob atoalha, acompanhando a brincadeira de Igor,  inclusive

rindo e olhando para Igor. E, enquanto isto, Sheilla e Bombom estavam rebolando, enquanto passavam sabonete nas partes, passando as mãos ensaboadas pelo corpo em contorsões sensuais, fazendo caras e bocas, na risadagem para a platéia masculina sentada no banco fronteiro ao chuveiro. Será que, para Sheila, ela e Bombom não passaram dos limites? Comportaram-se  como mulheres que se respeitam ou como pessoas vulgares e levianas? 




Segundo a reportagem do G7, Caco fez a observação certeira, em relação ao comportamento de Sheila: “Mas ela não fica de quatro na piscina?” Igor não ficou muito atrás, conversando com Xuxa: “A gente tem que ficar vendo elas balançando a bunda, fazendo dança do créu. É vulgar ficar o tempo inteiro balançando a bunda desse jeito”. E fazem isto quase todos os dias...



Na opinião de Caco Ricci, a reclamação de Sheilla e Bombom soava, aos seus ouvidos, como “falso puritanismo” – uma vez que as duas dançarinas expõem o corpo o tempo inteiro – mas não aprofundou muito o argumento, demolidor. O ator fez, também, uma observação curiosa, sublinhando um corte de classe que parece existir dentro desta “Fazenda”, entre participantes de diferentes níveis sociais e culturais. “Não é o tipo de gente que eu me relaciono”, disse Igor sobre as dançarinas. Xuxa, ensaboado como ele sabe ser, tentando se equilibrar entre os dois mundos, saiu-se mal nesta: “Eu ouço os lados e não entro nos lados”.


Acredito que a frase hipócrita da dama injuriada, abre espaço para uma interessante discussão: Qual é o limite? E para quem deve ser imposto os limites? Apenas para os homens? Para homens e mulheres? O que é ser vulgar? Hipocrisia e falso moralismo podem correr às rédeas soltas? Até que ponto, em realitys, vale tudo por dinheiro?




Vamos torcer para que o reality aprofunde esta discussão, útil não apenas para entender melhor o programa, mas a própria programação da tevê brasileira. Ao final do primeiro round, o público escolheu eliminar Bombom da “Fazenda”. É um corpo a menos em cena, mas o debate deve continuar, já que Igor tem tudo para voltar ao paredão de eliminação na próxima quarta-feira.




E VOCÊS, COMO JULGAM OS DOIS CASOS?


By EVA.

7 de dezembro de 2009

Cuide de você em primeiro lugar!









Enorme é o lugar reservado dentro da nossa mente para o que temos de mais intimo e secreto. De tão grande se faz pequeno à medida que pensamos, fantasiamos e do nada reprimimos todas as delícias que cercam nossas lembranças e norteiam nossos sonhos mais íntimos na procura de um lugar ou situação que nos permita ser feliz sem restrições ou controle.







Infinito é o tamanho dos nossos desejos, os quais não valorizamos e suprimimos a todo instante em detrimento à nossa felicidade e em favor da nossa bandeira mais elevada, infelizmente, a da integridade moral. Aquela moral cega, tateada em conceitos sociais pré-fabricados por seres infelizes, encouraçados e amarrados em desilusões, muitas das vezes, plantadas no próprio berço. Desilusões herdadas de mães e pais que, como em um caminho longo e infindável, já traziam consigo os nódulos da tristeza, do desamor e da frigidez.





Indefinível é o estado em que muitos de nós se encontram diante das propostas à felicidade gerada pelo encontro com o outro, homem ou mulher ou os dois quem sabe, mas que sinceramente tenham a capacidade de somar a nós o que nos falta de mais verdadeiro para sermos inteiros.





Inexplicável é o que renegamos em nome de parecermos melhores do que somos sempre expostos ao jugo humano dilacerante no sentido de nos fazer sentir pequenos e imprestáveis quando manifestamos nossos anseios por prazer e liberdade. Quando corajosamente defendemos nosso interesse pelo sexo e pelas trilhas de satisfação a que ele é capaz de nos conduzir. Quando nos entregamos sem amarras nem couraças e nem carapaças ao seu feitiço e a sua proposta de fazer de nós seres plenos em auto conhecimento, alegria, saúde e felicidade.





Incontestável é o que não declaramos ao mundo, mas que em forma de delicioso segredo deixamos crescer dentro de nós e usamos a nosso favor quando o mundo todo desaba lá fora. Em uma ação esperta e perspicaz nos entregamos e entregamos o nosso corpo zombando, em absoluto segredo aos menos capazes de sonhar, nos extasiando e nos derretendo no campo da luxúria oculta entranhada no sonho e no sono que não chega antes que nossos corpos sejam entregues ao deleite de nossas próprias carícias aquelas que ninguém pode saber ou algo contra fazer.





Incontável é o número de vezes em que qualquer pessoa da face da terra pensa e sonha com estas delícias ou em outras, largaria tudo na vida se fosse capaz ou se o cosmos lhe apresentasse de verdade um caminho para esta tal felicidade.





Quantas pessoas vivem de mentiras para satisfazer seja lá quem for, deixando de lado os seus verdadeiros sonhos, deixando que sua existência seja mapeada por outro, pautada em preconceitos estabelecidos por uma sociedade ou cultura familiar que um dia achou que isso ou aquilo seria melhor para ela. Quantas pessoas renegam a própria alma, seu poder criativo, suas sensações mais sublimes, por um rótulo de pessoa correta às vistas dos que as rodeiam.





Não mintam para si mesmos. A humanidade seria melhor, o mundo giraria menos conturbado se cada um de nós cuidasse da sua própria vida de verdade. Se cada um de nós tivesse menos preocupação em demonstrar para o outro que não é errado, que não peca e, que não é feliz. Por que temos tanta vergonha em nos mostrarmos felizes, soltos, leves? Amados e extasiados de muito prazer. Em que consiste a premente necessidade em demonstrar que não somos felizes mesmo que isto nos custe a infelicidade?





Solte-se, liberte-se, se entregue aos seus sonhos, corra atrás deles como louco. Realize todos, mesmo que isto custe a sua paz perante os medíocres, mas que no fundo te traga a paz, a enorme e verdadeira paz, perante a sua grandeza interior.





Você quer viver num mundo melhor, num mundo de paz e de alegria? Cuide de você em primeiro lugar. Realize!





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Jussara Hadadd,  terapeuta holística, e especialista em terapia de casais.