3 de outubro de 2011

Expectativas






Expectativas são esperanças que colocamos em outras pessoas ou outras coisas e que podem guiar nossa maneira de viver.






As pessoas mais sensíveis estão mais sujeitas ao sofrimento, porque vivem da esperança, mesmo se íntima, que os outros vão reagir como elas esperam. E elas esperam quase sempre. Amam, doam-se verdadeira e inteiramente e quando o retorno não vem, sentem-se feridas, pequenas, magoadas e até mesmo mal-amadas.




Não aprendemos ainda a "receber" o outro tal qual ele se oferece. Todas as outras pessoas que nos cercam não são pedaços de nós espalhados, mas sim seres independentes, com personalidade diferente, maneira de amar e se entregar que pode não condizer com o que nós somos.




Mas amar diferente não é amar menos, é só amar diferente. Amar sem esperar retorno é amar incondicionalmente. Difícil, difícil!... Cobramos sempre, dos nossos pais, da família, dos amigos, daqueles que fazem parte do nosso dia-a-dia. Mesmo se essa cobrança é implícita, ela existe. E somos conscientes, senão isso não causaria sofrimento.




É verdade que é cansativo dar-se a cada instante e se contentar disso sem esperas. Geralmente quem dá, dá o que gostaria de receber. Quem visita, convida, telefona, diz coisas agradáveis... vive em constante expectativa de receber o mesmo. É como dar um presente e ficar esperando pra ver se o outro gostou. No fundo queremos que gostem, que digam algo agradável, que fiquem felizes para que nos sintamos recompensados pelo ato.





Amar, porque é natural é sublime e divino. Amar sem desprendimento, simplesmente porque o outro traz ternura ao nosso coração é algo que precisamos exercitar. Se lavamos nossa alma das expectativas do sentimento dos outros, aprenderemos a amar desinteressadamente. Aprenderemos a ser felizes não por que os outros nos correspondem, mas simplesmente pelo fato de existirem e trazerem ao nosso coração esses raios de luz que nos iluminam e tornam nossa vida mais encantada.


© Letícia Thompson




"Eu gostaria de lhe agradecer pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou. Pela sua capacidade de me olhar devagar, já que nessa vida muita gente já me olhou depressa demais.”






Pe. Fábio de Melo








14 de setembro de 2011

Não adie para amanhã... Faça hoje! Faça agora!





As pessoas não são eternas. Pelo menos não na vida terrena.
Elas apenas passam, vivem o tempo que lhes é ofertado e retornam à terra.
Ninguém pode acrescentar um segundo sequer à sua vida ou à de alguém.
Não temos esse poder e quando a hora chega, ela chega.
Mas preferimos não pensar nisso. Julgamos que temos todo o tempo do mundo
para fazer isso ou aquilo, para recuperar o perdido,
para sarar o ferido e restabelecer a paz.
Amanhã eu ligo, amanhã eu faço, amanhã peço perdão, amanhã me reconcilio, amanhã...
como se pudéssemos segurar o amanhã nas nossas mãos!
Como se ele fosse chegar por nossa vontade e trazer tudo como ontem ou como hoje! Amanhã? Hoje é o amanhã de ontem e tudo continua na mesma, por que espera-se pelo amanhã.
Cada qual tem sua história e suas histórias. Cada qual sua cruz e suas dores,
suas alegrias, seus lamentos, seus dissabores, seus ganhos e perdas.
É o que nos forma como pessoas, que nos dá a impressão de existir, de fazer parte do universo.
E há, assim, como com milhares de outros, relacionamentos quebrados,
porque um dia alguém feriu e foi ferido.
Quando isso acontece, construímos em volta do nosso coração um muro, uma barreira
que o outro não pode atravessar.
Nos sentimos tão importantes com isso que nem percebemos que esse muro
impede o outro de entrar, mas nos impede, a nós, de sair.
Nos tornamos prisioneiros, aprisionados das nossas idéias e nossas mágoas.
Não estendemos a mão e recusamos a do outro, caso nos estenda.
Enquanto isso, a vida continua.
Não damos, talvez para punir e não recebemos, como punição que nos infligimos
a nós mesmos, inconscientemente.
Vamos deixar para amanhã para resolver isso, porque hoje estamos magoados
demais, não conseguimos perdoar e não queremos dar o braço a torcer, afinal, não erramos.
E eu diria, como Cristo, quem nunca errou, que atire a primeira pedra!
Amanhã não existe. O amanhã, só o conhecemos quando o sol nasce
e que o Senhor nos dá aquele dia a mais.
E todo mundo não chega lá.
Não podemos afirmar que estaremos ainda aqui,
porque a vida é imprevisível, às vezes temos o sentimento que é mesmo cruel.
Se o hoje nos é ofertado, por que não viver sem grades e sem muros,
em comunhão com o mundo e com Deus?
O orgulho?
Olhe para ele de cara feia
e diga: eu quero é ser feliz e se eu quero, eu vou ser feliz!
Muros nos impedem de abraçar, de sentir o calor ou as batidas do coração do outro. Nos impedem de dar e de receber, nos transformam em pessoas separadas e isoladas.
Destrua, então, com coragem, dessa que só os grandes possuem,
esse muro em volta do seu coração e volte a abraçar.
Perdoe, mesmo se perdão não foi solicitado, porque cada qual deve dar conta da sua vida
a Deus e a outra pessoa responderá por si mesma.
Liberte-se , porque se o amanhã não vier para a outra pessoa,
você terá que aprender a conviver com seu coração fechado
e terá perdido os melhores anos da sua vida.
(Letícia Thompson)





5 de setembro de 2011

Ocupar a mente e o coração...



Antigamente, nas sociedades tradicionais, os velhos eram muito considerados por serem sinônimo de lembranças e sabedoria. Atualmente, o descaso e o desprezo os excluem da sociedade. Muitos julgam os membros da melhor idade como pessoas improdutivas para a sociedade e torna-se comum encontrar idosos abandonados e ignorados dentro da própria família.




A velhice hoje é vista por muitos como um período de decadência física e mental. É um conceito equivocado, pois muitos cidadãos que chegam aos 65 anos ainda são completamente independentes e produtivos. Acreditamos na decadência sim, mas da sociedade que não dá valor as necessidades dos nossos velhos.




A população idosa, em nosso país, cresce a cada dia e com ela as dificuldades e as necessidades de adequar soluções eficientes, com o objetivo de tornar digna a vida do grupo da melhor idade. Uma velhice tranqüila é o somatório de tudo que beneficia o corpo e a mente, como por exemplo, a criação desse blog que deseja estimular os idosos a manterem a constante busca pelo conhecimento.


Ao contrário do que se pensa, a melhor idade pode e deve manter uma vida ativas seja através de práticas mentais ou físicas. A busca de uma vida com qualidade e o não aniquilamento das capacidades, inclui o preenchimento das carências no que tange à afetividade e convivência social. Esta é a grande alavanca do bem-estar, da felicidade e, conseqüentemente, da longevidade: ocupar a mente e o coração.



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