12 de janeiro de 2019

Xô, urucubaca!



Você comprou um vestido lindo para estrear no fim de semana e aquela sua amiga do trabalho adorou o modelito. Para a sua surpresa, no dia do evento, um pouco antes de sair de casa, você esbarra no portão e rasga a peça exclusiva que iria arrasar na noitada. Azar? Que nada, você foi vítima de mau-olhado!

Urucubaca, ziquizira, olho gordo, ou simplesmente inveja. Este sentimento assola a vida de qualquer mortal. Inveja do corte do cabelo, do namorado rico e bonitão, da promoção no emprego ou do carro novo. Seja qual for o motivo, toda mulher já foi cobiçada e sabe que a danada é capaz de acabar com o humor do dia.

Presente desde os primórdios da humanidade, como na história de Caim e Abel, a inveja é um dos mais perigosos dos sete pecados capitais. A faixa etária de um invejoso em potencial está entre os 16 e os 35 anos, já que é durante essa fase que a pessoa molda a sua personalidade, deixando de lado a inocência infantil. O sentimento é desenvolvido até os sete anos de idade, moldando a personalidade da pessoa e se solidifica no caráter até o fim da vida. Fatores como o temperamento, convívio social e até genética podem interferir na manifestação da cobiça.

A cobiça pode ser consciente, quando a pessoa sabe que é invejosa e pratica atos premeditados, arquitetando planos com o objetivo de prejudicar o outro. A inconsciente ocorre quando as atitudes tomadas não são planejadas, sendo o objeto de desejo o alvo de uma admiração exagerada, fazendo que alguém queira para si o que é de mérito alheio.
É impossível separar a inveja da falsidade. Por isso é preciso prestar atenção no comportamento dos colegas que integram o seu círculo social. Para não ser enganada por um invejoso, vale a pena ficar de olho nas atitudes e nos rastros deixados por ele. Geralmente, pessoas invejosas não fixam contato visual muito tempo e desviam o olhar para baixo, ou para os lados. Outra técnica é reparar se o amigo se aproximou depois que você comprou algo, como um carro, por exemplo. Também é interessante observar uma pessoa quando você compartilha momentos de vitória com ela. Discreto, o invejoso acompanha o elogio com um sorriso de quem não gostou, ou com um comentário que duvida da sua capacidade nesse novo patamar.
Como o falso amigo é um inimigo secreto, é sempre importante prestar atenção a alguns comportamentos:

• É preguiçoso e vai querer lhe afastar das atividades relacionadas ao trabalho, estudo ou aprimoramento profissional.
• Tem um comportamento obsessivo-compulsivo e deseja controlar a sua vida, querendo saber onde e com quem você pratica suas atividades, além de procurar acompanhá-lo sempre que possível. Não confunda estes sinais com a prestimosidade sincera de um amigo.
• É agressivo e desconta suas frustrações nas pessoas.
• É fofoqueiro e mentiroso. Já que não se sente capaz de conseguir o sucesso alcançado pelo outro, ele tenta difamar a imagem da vítima de sua inveja.
• É desconfiado. Ele tem uma desestrutura de ego tão grande que sempre vai achar que o que você conta é mentira ou que está querendo levar vantagem às custas dele.
• Tem complexo de inferioridade e auto-estima baixa. Precisa de elogios constantes para se sentir tão capaz quanto os outros.

Todas as artimanhas são válidas para se defender da urucubaca alheia. Além de deixar um pote com sal grosso em cima da mesa do escritório, quanto menos você mostrar a sua felicidade, menos ziquizira vai atrair para a sua vida pessoal. Pare de anunciar aos quatro ventos que comprou um carro novo, que o seu namorado é o máximo, ou que está planejando aquela viagem para a Europa. Quanto menos os falsos amigos souberem da sua vida, melhor para você.

Fonte: Guia da Semana

3 de novembro de 2018

Aprendiz de Bruxa...


Estou aprendendo...mas já tenho a vassoura e o estacionamento....
"Chamam de bruxa as mulheres que assumem seu poder pessoal. As que não têm medo de serem livres.
Chamam de bruxa as mulheres que cheiram a ervas e que as cultivam em seus jardins.
Chamam de bruxa mulheres que ensinam brincadeiras às crianças e brincam com elas, mesclando a mestre e a aprendiz.
Chamam de bruxa as mulheres que sonham seus encantamentos, que encontram respostas no vento, que sentem o cheiro da chuva chegando com as nuvens ainda leves de água...
Chamam de bruxa todas as loucas que falam com seus bichos, as que se encantam com pássaros, que se comovem com seus cantos.
Chamam de bruxa, mulheres que trocam um par de sapatos novos por um passeio na praia e uma ida ao shopping, por um banho de cachoeira.
Chamam de bruxa, mulheres que caminham descalças, que secam cabelo com a brisa da manhã, que se entregam ao luar com a mesma intensidade que uma loba uiva, nas noites de lua cheia!
Chamam de bruxa, as que fazem ungüentos, preparam chás, penduram ervas nas janelas, que se sentam na terra e trocam com ela, a sabedoria mensal, imersa em seu sangue sagrado.
Chamam de bruxa todas as que encontram em seu canto sagrado e nas marcas de seu rosto, o mapa de sua sagrada jornada.
Chamam de bruxa aquelas que têm como templo, as estrelas e o firmamento, como sagrado as águas que correm pelos campos, e firmam seus passos no solo que as sustentam.
Chamam de bruxa as que se abençoam por serem: Mulheres benditas, geradoras de vida, cuidadoras por natureza, fênix por natureza, ainda que esmagadas diariamente pela hipocrisia humana.
Chamam de bruxa as que brilham, mas que caminham sob o manto da simplicidade. 
Chamam de bruxa as que iluminam, mas que caminham por entre as sombras, levando sua luz aos que necessitam, sem julgamentos, apenas no acolhimento da alma.
Chamam de bruxa as que possuem a coragem de ser quem são, sem medo apenas com o coração repleto de amor e que em seus intentos espalham sementes do bem, pelos corações que se abrem para que elas possam entrar!
Chamam de bruxa, as mulheres repletas do poder de Si mesmo, que assustam por serem diferentes, mas que encantam quando compreendidas e respeitadas, pois não precisam ser aceitas. Não precisam da aprovação de ninguém para serem as Mulheres de Poder que são!"


Rose Kareemi Ponce ❤️

4 de maio de 2018

Livre-se da depressão




O QUE FAZER, QUANDO O ÚLTIMO ESTÁGIO DA DOR HUMANA NOS ATINGE?


Segundo Augusto Cury, nunca devemos desprezar as pessoas deprimidas. Afinal, “a depressão é o último estágio da dor humana”. E ele nos alerta: “antidepressivos tratam a dor da depressão, mas não curam o sentimento de culpa e nem tratam a angústia da solidão”.

Diversos outros pensadores também nos sinalizam os perigos ocultos por trás dessa doença sub-reptícia que muito provavelmente se constituirá no grande mal do século XXI.

Martha Medeiros acrescenta que a “depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem razão aparente. E as razões têm essa mania de serem discretas”.

Há também aqueles que são mais críticos com o comportamento humano relativo a este tema.

Geoffrey Norman, historiador Australiano, faz o seguinte alerta: “muito do que hoje é considerado depressão, não passa de um corpo precisando de trabalho”.

Já Kléber Novartes faz a seguinte provocação: “a pior depressão é aquela que criamos. É, por exemplo, reclamar da falta de um abraço depois de se trancar sozinho em casa”.

E Junia Bretas conclui: “depressão é excesso de passado em nossas mentes. Ansiedade é excesso de futuro. Por isso, o momento presente é a chave para a cura de todos os males mentais”.

Mas o que é a depressão? Consequência ou causa de algo que provoca um vazio na alma, um vazio existencial?

A observação de Lourival Jr. nos parece, sob a ótica espírita, uma boa base para a reflexão que propomos aqui. Ele diz: “no fundo, a depressão nada mais é do que um grito da alma, alertando que seu progresso natural está atrasado”.

Neste texto, não temos a intenção de explicar a depressão, nem tampouco supervalorizá-la ou subestimá-la. Todos nós, muito provavelmente, se não tivemos depressão ao menos convivemos com pessoas depressivas. E, portanto, podemos imaginar a dor na alma que quem sofre deste mal.

Devido à importância que damos ao tema, queremos então propor uma reflexão para aqueles que sofrem desta chaga, consciente ou inconscientemente, e propor uma maneira para prevenir-se dela. Uma reflexão simples e objetiva.

Considere o seguinte: só há duas formas de lidarmos com as circunstâncias da vida: como VÍTIMAS ou como PROTAGONISTAS.

Aí perguntamos: de qual forma você pretende lidar com suas dores da alma daqui em diante?

Se você enfrenta problemas como a depressão, essa é principal escolha que você pode fazer hoje para uma grande mudança em sua vida!

Se você se considera VÍTIMA das circunstâncias que te fizeram e te fazem sofrer, a solução para suas dores não dependerá de você. E isto não é uma boa notícia. Porque neste caso você não terá controle das soluções que poderão eliminar suas dores. Sendo assim, você precisará de ajuda não apenas para encontrar as soluções, mas principalmente para entender as razões que te levaram ao sofrimento, por que você não aprendeu nada ou muito pouco com ele. Se for esta sua escolha, pedimos amorosamente que você procure hoje mesmo o apoio de um profissional da área de PSICOLOGIA. Não hesite também em buscar apoio e orientação de seus familiares e recorra humildemente ao suporte fraterno de sua religião. Corra, você precisa muito de ajuda! E o tempo é fundamental. Quanto mais cedo você contar com apoio, mais rapidamente você encontrará caminhos para superar suas dores existenciais.

Por outro lado, se você tem o desejo ardente de ser PROTAGONISTA, as soluções dependerão muito mais do seu esforço e da sua mudança de mentalidade. E isto é uma excelente notícia.