6 de setembro de 2019

Deixem-me envelhecer feliz.


Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,
Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,
Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,
Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,
Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,
Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,
Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,
Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.
Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,
Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,
Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,
Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,
Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,
Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,
Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,
Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.
Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,
Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,
Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,
Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,
Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,
Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,
Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,
Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz.

...Concita Weber



25 de agosto de 2019

Um dia seremos apenas um retrato na parede!


Crônica para o fim de semana -

Aproveite a sua vida! Um dia seremos apenas um retrato na estante de alguém, depois, nem isso... (Igor Brito Leão).
Você conheceu seus bisavós?
Alguns não conheceram seus pais, outros não conviveram com seus avós. Mas poucos se relacionaram com os seus bisavós.
Fixo-me nesse ponto da linha dos nossos ascendentes, os pais dos nossos pais, apenas como uma referência, para poder seguir com minha abstração.
No momento, tenhamos nós mesmos como ponto de partida desta divagação: você tem um filho. Ama-o em sua plenitude. Adiante, este filho lhe traz um neto. Talvez o amor por este neto seja multiplicado, já que netos chegam em um momento de nossas vidas em que estamos carentes, saudosos do nosso passado. Mais adiante, esse neto tem um filho. Agora, somos bisavós. O amor é gigante, mas talvez não tão intenso, pois provavelmente estaremos passando por dificuldades, lutando por nossa frágil saúde, próximos ao fim de nossa existência, e, quiçá, com as faculdades mentais hígidas. Essa debilidade física nos impedirá de termos um amor equivalente ao que tivemos por nossos netos, por uma questão natural de auto sobrevivência. Nesse débil momento de nossa saúde, aliado à pouca idade do nosso bisneto, que não terá a maturidade necessária para entender a importância de quem somos para eles, fará com que cheguemos a uma primeira conclusão: o ápice do nosso momento afetivo existencial é quando nos tornamos avós.
O segundo ponto a ser considerado: se perguntarmos quem foram os nossos tataravós, a coisa complica. Muito poucos saberão sequer os seus nomes. E, acredite, sem a existência deles, nós nem teríamos existido. 
Então, vem a segunda conclusão: não obstante o fato de nossos ancestrais mais distantes terem sido imprescindíveis à nossa existência, nós nem sabemos de quem se trata. 
Sabermos que em um dia qualquer não estaremos mais aqui, dá-nos uma lição de humildade significativa. Tudo que é tangível, que viermos a amealhar aqui, aqui será deixado. O intangível, nossas lições de vida, nossos ensinamentos, o amor que tivermos doado, esses se perpetuarão no coração daqueles que tocamos. 
A nossa existência afetiva sobrevive a poucas gerações. Não dura sequer um século. E, convenhamos, o que significa um século em um mundo de milhões de anos? Nada! 

Então amigos. Aproveitem cada dia das suas existências! 
Regozijem-se da dádiva do viver! Não sabemos o que virá após a nossa passagem. Talvez sejamos eternos em nossa essência. Mas o período no qual existiremos, as pessoas com as quais conviveremos, os nossos amores, as nossas alegrias serão únicas para aquele intervalo de tempo. 

AUTOR: 


25 de março de 2019

Viva intensamente amando a vida !



VIDA!
"Nunca pare antes do fim
A última palavra
A última nota
O último gesto
O último abraço
O último sorriso
A última canção
Podem ser o começo de tudo...
Quem somos nós
Para parar o tempo no seu decurso...
Também não podemos parar o vento...
Defina aonde quer chegar
E siga em frente. Vá até o fim
Não abandone a luta
Deixe a última lágrima molhar o seu rosto
Mas não desista.
Respire firme e profundamente...
Siga com coragem
Se não puser o último tijolo, ele fará falta
A construção não estará terminada
O último minuto ou segundo são 
importantes para a vida.
A última centelha de luz também é importante
O último momento pode ser agora
Deixe que ele seja
Agora pode ser o começo de tudo
A vida está por um triz, viva-a intensamente
Não permita que ela se vá... não desperdice o tempo
Viva intensamente amando a vida 
e tudo o que ela traz!"

Autora: Verônica Firmino