4 de dezembro de 2011

A diferença pede licença.




A sociedade é um imenso mercado, onde muito cedo as pessoas são etiquetadas e colocadas em algum lugar, sem escolha possível. O bonito, o feio, o desajeitado, o inteligente, o atrasado, o grande, o pequeno, o normal, o anormal... E julga-se, sem piedade, os fracos, os fortes, os vencedores, os perdedores, os sãos, os doentes. Chama-se de diferente aquele que não está na mesma linha de normalidade que a maioria do ser humano.


Mas, o que é ser diferente senão o fato de não ser igual? Não somos assim, todos diferentes? Por que etiquetas, se todos trazemos em nós riquezas inúmeras, mesmo se muitas vezes imperceptíveis aos olhos humanos?

A diferença pede licença sim!!! Dá-me oportunidade! Deixa-me mostrar quem sou, ao meu tempo! Deixa-me desenvolver minhas capacidades e farei florir meu deserto. Peço é oportunidade para mostrar do que sou capaz. Peço aceitação para estar no meu lugar, não o escolhido pra mim, mas aquele onde sou capaz de chegar.

Se não plantamos sementes, jamais colheremos frutos!Deixar que cada qual desenvolva a seu tempo e seu ritmo o seu potencial é dar abertura ao mundo. É a diversidade de flores que dá a beleza a um jardim. Quem é normal e quem é anormal se o sangue corre da mesma forma para todos, se o coração bate da mesma forma, se as lágrimas têm a mesma cor e se o sorriso fala com as mesmas palavras? A diferença pede aceitação, pede respeito, pede tolerância e pede, sobretudo, muito amor.

Anormal não é quem foge dos padrões sociais; anormal é quem não compreende e não aceita que somos todos seres imperfeitos, mas, nem por isso, diminuídos aos olhos de Deus; anormal é quem se acredita grande e pensa que o mundo todo é pequeno; é quem não percebeu o verdadeiro significado da palavra amar.  Quando Jesus morreu de braços abertos foi para abraçar toda a humanidade; quando perdôou o ladrão, lavou pés, sarou cegos e leprosos, foi para nos dar a lição da humildade, para nos mostrar que grande mesmo é aquela pessoa capaz de abrir todas as portas do seu coração e de olhos fechados receber com amor todo aquele que a vida coloca no nosso caminho, independente da sua classe social, raça, religião, condição física ou mental.

A diferença pede licença!...Abra-lhe o caminho e você vai ver onde ela é capaz de chegar!



 Letícia Tompson


17 de novembro de 2011

Vendo com os olhos do coração...






Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital. Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo. Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias. E toda tarde quando o homem perto da janela podia sentar-se ele passava todo o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela. O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro. Ele dizia que da janela dava para ver um parque com um lago bem legal.


Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuíam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem, e uma fina linha podia ser vista no céu da cidade. Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca. Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu que havia um desfile na rua e embora ele não pudesse escutar a música, ele podia ver e descrever tudo. Dias e semanas passaram-se. Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens, mas achou um deles morto. O homem que ficava perto da janela morreu pacificamente durante o seu sono à noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo embora. Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu a enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável o deixou sozinho no quarto. Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu, deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou à enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias se pela janela só dava para ver um muro branco? A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo.



 Moral da História Há uma tremenda alegria em fazer outras pessoas felizes, independente de nossa situação atual. Se você quer se sentir rico, apenas conte todas as coisas que você tem e que o dinheiro não pode comprar. Dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas felicidade quando compartilhada é ter o dobro de felicidade.



 Autor desconhecido.





4 de novembro de 2011

Namore a Vida! Apaixone-se por ela... E seja feliz!








Vivemos acomodados e acomodando muita coisa no nosso dia-a-dia. Mas acomodamos poucos sorrisos. Estes deixamos de lado quando alguma coisa acontece que nos contraria. Perdemos a luta pela felicidade antes mesmo que ela comece, porque baixamos os braços e nos sentimos incapazes.
Mas quem são os incapazes senão as pessoas que perderam todos os seus sonhos? Para os fortes a desesperança é apenas uma palavra inventada para justificar a derrota antecipada dos que abandonaram a vontade de viver. A vida é tudo isso que temos aqui, é até mesmo os problemas que nos ensinam a ficar no lugar certo de vez em quando e a vida é o tempo que nos é dado graciosamente pelo Pai para colhermos dele nosso bem. Não acostume-se à tristeza e ao desânimo só porque te disseram que é assim. Não creia que seu destino é ser triste e que a vida é uma carga que você deve carregar de olhos baixos. Cristo já carregou a cruz no nosso lugar e se algum fardo temos, Ele nos ajuda a carregar também. Nunca, nunca estamos sozinhos, nem mesmo quando nosso mais profundo âmago dói de tanta falta de presenças. Temos pés, mãos, braços e temos possibilidades. O que não nos é dado, inventaremos.
Namore a vida! Apaixone-se por ela, conquiste-a! Alie-se ao tempo para construir com ele algo de bom e que deixe rastros da sua passagem por aqui. Faça algo por você mesmo e seja feliz!



Autora: Letícia Thompson
Imagem na postagem: Francine Piaia em recente ensaio fotográfico.