30 de julho de 2014

RECONHECER-SE COM PODER



Mostra o teu poder.
Se a vida te aperta e te amarra,
se não consegues ir em frente,
se o que diz respeito precisa de embalo e melhorias,
reconhece, mesmo que a custo, que tens um grande poder.
Basta reconhecer o poder que ele aparece,
entra em ação e faz as mudanças necessárias.
Acredita que és forte, és robusto, és belo e alegre,
e essas qualidades se afloram.
Quanto maior a crença, mais elas vêm e te beneficiam.
Retira as nuvens que se antepõem ao teu sol interior
e alegra-te com a vitória sobre ti mesmo.
A crença em si próprio desperta poder e traz felicidade.

Autor: (Lourival Lopes)


13 de junho de 2014

Um fundamental segredo de sobrevivência




Li este enunciado em uma mensagem PPs que me foi enviada por uma amiga. Ignoro o nome do autor do texto, mas não pude ignorar a verdade que ele veicula. De fato, conservar o humor não apenas é fundamental para a nossa sobrevivência como faz bem à nossa saúde e às pessoas que convivem conosco. Todavia, eu acrescentaria um outro elemento tão essencial quanto o humor para a sobrevivência e manutenção do nosso equilíbrio emocional e da nossa harmonia interior: saber silenciar nos momentos certos.

Sim, porque o silêncio é uma força imensurável, é uma arma poderosa capaz de levar ao desespero os que, por carência deste fundamental humor, do qual fala o enunciado, fazem da agressividade a válvula de escape e a única linguagem para expressarem as suas frustrações mais dolorosas e mais profundas, quiçá inconscientes e, em alguns casos, com raízes bem fincadas no terreno movediço da inveja, do despeito e de outros sentimentos torturantes para quem os sente.
Se os encaramos, munidas com o bom humor e com a prodigiosa arte de silenciar, iremos recolhendo o que nos dizem e fazem de positivo os bem humorados e de bem com a vida, limitando-nos a sorrir, complacentemente, para o que os mal humorados, insatisfeitos com a pobreza das próprias conquistas nos dizem e fazem de negativo e de execrável.
Há muito aprendi que, se permanecermos em silêncio, frente ao mal que intentam contra nós, mostramos que estamos indiferentes, sem tempo para debates fúteis. Se for uma discussão que deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar, em espernear.
Se isto acontecer, mesmo que a pessoa transtornada do grito destemperado passe ao berro desvairado, não se altere, não perca seu bom humor, apenas olhe com serenidade o triste espetáculo da ira, sorria complacentemente, silencie e siga em frente sem se deixar afetar...

12 de junho de 2014

Infidelidade...

Convencionalismos sobre a felicidade conjugal, direitos sobre a liberdade sexual e outros conceitos pontuam e norteiam os fatores responsáveis pela boa convivência entre homens e mulheres unidos estavelmente. A verdade é que cada um é um e dentro de cada universo humano encontramos um manancial de desejos ocultos, obscurecidos por imposições sociais castradoras e divergentes do objeto de prazer e felicidade que cada um carrega em si. Este pode ser o gatilho que dispara a arma da infidelidade, que atira sem direção e, muitas vezes, acerta o próprio atirador.
A infidelidade, contrariando o que se pensa, não destrói somente a relação amorosa. É, antes de tudo, uma constatação de que a pessoa que mente e engana passa por algum conflito íntimo e pode estar precisando muito mais de auxílio psicológico que de uma aventura vazia e sem sentido. Enganar-se a si mesmo não é saudável. Buscar felicidade na fantasia de um novo amante pode aliviar sintomas de descontentamento, que, na maioria das vezes, é com o próprio ser mais do que com o cônjuge. Por exemplo, insegurança ou baixa autoestima perante o parceiro. Como a maior parte das soluções “fáceis” na vida, a infidelidade não resolve os verdadeiros problemas que causam essas tensões. Só eliminam os sintomas e não os males que o provocaram, que são singulares e que cabem a cada um e a cada casal.
Tem gente que não consegue se relacionar com a beleza ou com a inteligência da pessoa que escolheu para si. O que, no início, era ponto de admiração, virou ponto de humilhação. Há aqueles que não lidam bem com o parceiro bem sucedido, extrovertido e de bem com a vida. Tem outros que não têm paciência com os limitados racionalmente, emocionalmente ou financeiramente. Outros descobrem a feiura da pessoa que escolheu para viver tempos mais tarde e acham que merecem alguém mais belo. Há aqueles que se sentem bons demais, poderosos demais para conviver com aquele que não é tanto assim e, por isso, buscam alguém à altura ou que pelo menos os enalteçam, mesmo que por alguns trocados. Tem aqueles carentes demais, abandonados demais, amados demais.
Tem gente que não consegue corresponder à performance sexual do outro ou não vê nenhum interesse, no outro, de corresponder a sua. Para os homens, está bastando ser homem. Pode ser careca, barrigudo, pobre, grosseiro, sem cultura, baixinho, velho, impotente, casado, chato, bêbado, malandro... Sempre há mulher querendo. Para as mulheres, trair está um pouco mais difícil porque as estatísticas apontam um número muito alto de mulheres para cada homem em várias partes do planeta. Ainda assim, tem muita mulher dando um jeitinho de cair nessa armadilha. É de cada um, gente. E o que define se o recurso é a traição pode passar pelo viés da retidão. Ou será que não? Será somente a insustentável e tão permitida leveza do ser? A oportunidade faz o ladrão, já dizia meu avô. Nossa, como é difícil classificar o comportamento humano sob este aspecto, não é mesmo?

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