2 de dezembro de 2016

O amor não tem idade!



Diz-se que o amor não tem idade, que não há outra razão para amar senão amar. No entanto, somos muitas vezes prisioneiros da idéia de que há idade certa para tudo. Se o tempo tem as suas regras e determina se somos crianças, adolescentes ou idosos, não é tão certo ao traçar o momento para amar.
O mundo desenha-se sob as mais diversas formas de amar e nós mortais, insistimos em negá-las como se tivéssemos medo de um fim anunciado. Gosto de pensar no amor na terceira idade como um renascer, um despertar de sentimentos, sensações, prazeres.

Ele com os seus 82 anos de idade e ela, bem mais nova é de realçar, com 73. A “diferença de idades” nunca foi um problema, embora tivesse sido o tema do primeiro encontro. Ultrapassadas as diferenças, namoraram secretamente durante 2 meses. As “escapadelas” aconteciam no Centro de Dia, pela altura do chá da tarde.
Perdiam-se no tempo e nas memórias que partilhavam um com o outro. Ambos viúvos, falavam dos “velhos” amores, dos filhos e netos que passaram a ser o centro das suas vidas. Ela dizia que “num determinado momento da vida deixamos de pensar em nós, como se já tivessemos vivido tudo a que tínhamos direito e sentimo-nos na obrigação de dar lugar aos mais novos”.
Dar lugar à vida, aos seus prazeres, ao amor. Nada podia ser menos verdadeiro! A idade levar-nos-á a atingir um grau de auto-controlo, de segurança, de discernimento e de tranquilidade que nos permitirá amar sem reservas. Porque nos parecerá estranho que dois idosos, presos à solidão dos seus momentos, não possam voltar a amar?
A interpretação deste amor é feita à luz de uma vida inteira de ilusões e desilusões, de momentos de incerteza e outros tantos de certeza, de horas de desânimo e segundos de convicção. Amar então pode revelar-se, nesta fase da vida, um equilíbrio necessário para o bem-estar emocional que espelha uma tão desejada qualidade de vida.
Eles... enfrentaram o preconceito dos filhos que ridicularizaram um “amor adolescente fora de tempo” e provaram que o amor é um pacto de cumplicidade a dois, podendo ser celebrado até por um simples tocar de mãos. Eles...vêem crescer os netos e reconhecem as cem marcas de amor que viveram no passado.
Eles... deixaram de se sentir sós e construíram um dia diferente daquele em que se espera, sem saber o quê nem por quanto tempo.
Eles...são imagem do amor na terceira idade ou numa idade qualquer!
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Autora: Dr.ª Vera Moutinho
 Fonte: http://www.dodouro.com/notícia

28 de novembro de 2016

Aprenda a ser feliz!

Aprender a viver feliz: é esse certamente o estudo mais importante, aquele a que devemos consagrar o melhor dos nossos esforços. O pensamento cria – seja essa a nossa primeira lição a aprender e a praticar – tanto o bem quanto o mal. É o que procuraremos demonstrar no decurso das nossas postagens. Nossa vida será o que forem nossos pensamentos. E progrediremos no caminho da felicidade na medida em que nosso pensamento for criador de maior bem.
E para tanto, contamos com o auxílio do nosso Guia interior, do Espírito que nos habita, e a que muitos dão o nome de intuição, mas que é o mesmo de quem São Paulo diz: “Vós sois os templos vivos do Espírito Santo. Será ele o único que poderá secretamente guiar nossa caminhada da sombra para a luz”.
Então, o que é progredir no caminho da felicidade? É diminuir o lapso de tempo necessário para substituir o pensamento e a palavra negativos, criadores de mal e de dor, pelo pensamento e a palavra positivos, criadores de alegria e de bem.
E teremos atingido nossa felicidade quando o pensamento positivo se apresentar espontaneamente ao nosso espírito. A prática é importante. Não deverá nem se inquietar, nem desanimar, quando não conseguir imediatamente o que deseja. Um pensamento negativo, logo repelido, não pode prejudicar a ninguém. Importa apenas aquele pensamento positivo que você conservar.

EXERCÍCIO: quando algum pensamento negativo de desânimo, de angústia, um “Não tenho sorte”, ou “nunca conseguirei sair desta...”, etc., lhe atravessar a mente, apague-o. Poderá mesmo fazer mentalmente o gesto de apagar uma frase do quadro-negro, ou de deletá-la do seu arquivo mental. E, em pensamento, escreva bem claramente o pensamento positivo. E conserve-o. Persuada-se de uma vez por todas de que, se você perseverar, dia virá em que o pensamento positivo se apresentará sozinho: a felicidade para você se terá tornado, então, um hábito.
(Fonte: Marcelle Auclair. La pratique du bonheur. Seuil. sd)

10 de novembro de 2016

Deixem-me envelhecer


Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,
Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,
Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,
Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,
Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,
Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,
Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,
Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.
Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,
Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,
Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,
Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,
Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,
Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,
Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,
Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.
Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,
Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,
Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,
Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,
Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,
Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,
Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,
Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!


Silvana Freygang

19 de outubro de 2016

Desapego!



O instinto de propriedade tem provocado grandes revoluções, ensanguentando os povos. Nas mais diversas regiões do planeta respiram homens inquietos pela posse material, ciosos de suas expressões temporárias e dispostos a morrer em sua defesa.
Isto demonstra que o homem ainda não aprendeu a possuir.
Com esta argumentação, não desejamos induzir a criatura a esquecer a formiga previdente, adotando por modelo a cigarra descuidosa. Apenas convidamos, a quem nos lê, a examinar a precariedade das posses efêmeras.
Cada conquista terrestre deveria ser aproveitada pela alma, como força de elevação.
O homem ganhará impulso santificante, compreendendo que só possui verdadeiramente aquilo que se encontra dentro dele, no conteúdo espiritual de sua vida. Tudo o que se relaciona com o exterior – como sejam: criaturas, paisagens e bens transitórios – pertence a Deus, que lhos concederá de acordo com os seus méritos.
Essa realidade sentida e vivida constitui brilhante luz no caminho, ensinando ao discípulo a sublime lei do uso, para que a propriedade não represente fonte de inquietações e tristeza, como aconteceu ao jovem dos ensinamentos de Jesus.

Fonte: extraído do livro “Caminho, Verdade e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel. Federação Espírita Brasileira.

30 de julho de 2016

Aceitemo-nos como somos;;;


A busca da perfeição seja física moral ou espiritual pulsa em cada pessoa, de forma mais acentuada em uns que em outros, conforme a evolução de cada um.
No entanto o conceito de perfeição varia imensamente, pois o que é perfeição para alguns não passa do início para outros.
O que importa nesse processo de busca da perfeição verdadeira é a capacidade de aceitarmos e entendermos em que estágio estamos.
Podemos considerar que estamos caminhando lentamente para a perfeição de nós mesmos, aceitando o nosso momento atual e olhando para o futuro com olhos de esperança e de fé, tanto em nós como no Cristo.
O importante é conseguir ser feliz no caminho da busca que empenhamos, pois de outra forma sofreremos durante muito tempo. Temos que nos aceitar com todas as nossas imperfeições, com todos os nossos medos, com todas as nossas dúvidas, pois tudo isso faz parte do nosso aprendizado.
Manter o foco em nós mesmos também é relevante, pois quando nos desviamos de nós e começamos a buscar parâmetros nos outros para medir o nosso grau de perfeição, estamos perdidos, pois sempre haverá alguém pior do que nós e sempre haverão outros muito melhores, então esse exercício 
de comparação gerará infinita infelicidade.
Assim, olhemos para nós com olhos de amor e de aceitação e vamos, no nosso tempo, buscando o esforço para melhorarmos a cada dia. 
Subamos a escada de luz, degrau a degrau.