10 de dezembro de 2012

O Amor é Brega






O
amor é lindo. É. Mas é brega. Se não é brega é porque é pouco. O que
aconteceu com aqueles digníssimos amores do século passado? O Vermelho e
o Negro do Stendhal - aquilo sim era um amor chique, estóico, imenso
porém distinto. Agora não, qualquer coisinha a gente já revela pro mundo
e sem pudores vai comparando com o pôr do sol, a pureza da criança, o
infinito dilacerante... Se as coisas vão mal e você é pessoa pública,
sai correndo em direção a uma capa de revista pra ficar deprimidinho
ali. Ali é o lugar certo pra lágrimas, arrependimentos e aquela troca de
insultos de fazer corar uma estátua.

Tudo meio baixo. Tudo muito
brega. Eu mesma às voltas com certa nostalgia amorosa, andei há tempos,
escrevendo uns poemas... Um deles resolvi mandar pro Rei, ele mesmo o
Robertão. Achei que o Rei ia entender a dimensão, digamos, do meu
momento e não iria julgar mal aquele derramar de emoções - um tanto
eróticas, devo admitir. Como se não bastasse o atrevimento, achava que o
"meu momento" podia virar música na voz do Rei. O coração balançado
estava me afetando a cabeça e eu não percebia.

Não sei se o
negocio chegou a ele, só sei que encontrei-o depois, casualmente - como
sempre foi muito simpático - mas quanto a "meu momento", nada. Fiquei na
minha. Resolvi então mandar pro Zezé di Camargo, meu sertanejo
predileto junto com Chitão e Xororó. Havia apresentado há tempos um show
do Zezé e Luciano e ficara (será o tempo de verbo ou o contexto inteiro
que está a mais?) impressionadíssima com aquelas milhares de mulheres
se rasgando, numa espécie de êxtase espírito-sexual diante dos dois
rapazes que cantavam muito afinados suas romanticíssimas composições.

Não
sei porque eu teimava em não ficar, como seria de meu feitio, quieta
com minhas mazelas, mas me deu uma vontade assim meio baixa, porém
irresistível, de ver meus derramares escancarados numa canção molenga
pelo Brasil afora. Deve ser efeito desses tempos meio bregas, tal
indiscrição erótico-amorosa. Mas deixemos a análise psico-social para
situações de maior densidade. O negócio é o seguinte... Bem agora vai
gente. O poema. É erótico-brega-amoroso, já avisei. Depois eu não vou
falar mais nada hein, vou acabar com isso. Bom, então vamos... é o
seguinte:




Amor de Cama



Quando você faz amor comigo, meu corpo todo,

cada poro, cada pelo, cada órgão lá de dentro,

sorve aquilo de tal jeito, que não sei como é que o peito,

o coração ali desfeito, tudo enche estufa cresce

e se esvazia ao mesmo tempo.

Num instante vou morrer. No outro me acho, plena, de você.

E agora que você não está, passo a língua pela boca

passo a língua pela língua,

inspiro o ar da sua garganta pra dentro do meu pulmão.

Com você entre minhas pernas,

busco resquícios do amor que você me fez.

Não acho. E sinto

E sinto a falta que você me faz.



MAITÊ 
PROENÇA



22 de novembro de 2012

Só precisamos ser amadas!




Não, não me cabe aqui revelar-nos. Mesmo por que, às vezes nem nós nos entendemos.




Choramos
facilmente, rimos com o coração. Nem sempre quando dizemos "não"
significa que estamos dizendo "não." Muitas vezes, quais crianças
mimadas, só precisamos que insistam um pouquinho...





Descobrimos
que um sorriso pode produzir milagres... e uma lágrima também! Nada
mais comovente que uma mulher que chora, um sorriso pode desarmar
qualquer homem...



Damos à luz sob uma dor terrível e nos esquecemos imediatamente depois de termos nosso anjinho nos braços.


Corajosas,
frágeis e fortes, vamos à luta sem capacete e sem espada. Temos um
coração ao lado do cérebro. Não temos músculos, temos garra.


Quando
nos oferecemos um presente, não é porque temos a mania compulsiva de
gastar, mas porque queremos nos consolar de alguma coisa que falta na
nossa vida. Somos nossos próprios anjos protetores. Como mulheres,
agimos como mães sempre, para os outros e para nós mesmas.


Não
buscamos igualdade! Mesmo se nós pudermos exercer várias profissões, há
emoções que correm como turbilhões dentro de nós que jamais poderão ser
experimentadas pelo sexo oposto, há a dor e o prazer de oferecer a luz
do dia a um anjo!... Não... jamais haverá igualdade! Cada um faz sua
parte, cada um tem a sua importância, nem menor, nem maior, mas todos
somos importantes.


Senhores!!!
Não estamos mais à espera de príncipes encantados montados em cavalos
brancos! Há muito entendemos que esses só existem nos contos de fadas. O
que queremos é simplesmente sermos amadas. Nada mais, nada menos. Não
nos preocupamos com músculos e caras, queremos simplesmente alguém que
possa nos amar. Parece complicado e, portanto, é tão simples: só
precisamos ser amadas! O resto a gente inventa depois!


Dentro
de nós habita uma fadinha romântica que nem os desenganos, nem os
casamentos e nem os anos poderão matar. Talvez seja essa uma das
diferenças básicas entre um homem e uma mulher: o duende morre mais
rápido, morre depois da conquista...


Nós,
mulheres, seremos sempre... jovens, idosas, maduras, imaturas, belas,
feias, dengosas, charmosas, mimadas, vaidosas ou não... apaixonadas ou à
espera.. mas sempre, sempre, vai pulsar no nosso peito esse coração de
mulher. Coração que ninguém entende... mas que sabe muitas vezes
adivinhar a vida!




© Letícia Thompson



20 de novembro de 2012

Se o Amanhã não vier...









" Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um individuo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão


Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Ai entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente."


(Carlos Drummond de Andrade)




Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu veria você dormir, eu aconchegaria você


 mais apertado e rogaria ao senhor que protegesse você.


Se eu soubesse que essa seria a última vez que veria você sair pela porta, eu abraçaria,


beijaria você, e chamaria de volta, para abraçar e beijar uma vez mais.


Se eu soubesse que essa seria a última vez que ouviria sua voz em oração, eu filmaria cada


 gesto, cada palavra sua, para que eu pudesse ver e ouvir de novo, dia após dia.


Se eu soubesse que essa seria a última vez, eu gastaria um minuto extra ou dois, para parar


 e dizer: EU TE AMO, ao invés de assumir que você já sabe disso.


Se eu soubesse que essa seria a última vez, eu estaria ao seu lado, partilhando


 do seu dia, ao invés de pensar: "Bem, tenho certeza que outras oportunidades virão,


então eu posso deixar passar esse dia."


É claro que haverá um amanhã para se fazer uma revisão, e nós teríamos uma


segunda chance para fazer as coisas de maneira correta.


É claro que haverá outro dia para dizermos um para o outro:


"EU TE AMO",


e certamente haverá uma nova chance de dizermos um para o outro:


-"Posso te ajudar em alguma coisa?"


Mas no caso de eu estar errado, e hoje ser o último dia que temos,


Eu gostaria de dizer ser sua última chance de segurar bem apertado,


a mão da pessoa que você ama.


Se você está esperando pelo amanhã, porque não fazer hoje?


Porque se o amanhã não vier,


você com certeza se arrependerá pelo resto de sua vida,


de não ter gasto aquele tempo extra num sorriso, num abraço, num beijo,


porque você estava "muito ocupado" para dar para aquela pessoa,


aquilo que acabou sendo o último desejo que ela queria.


Então, abrace seu amado, a sua amada: HOJE.


Bem apertado.


Sussurre nos seus ouvidos, dizendo o quanto o ama


e o quanto o quer junto de você.


Gaste um tempo para dizer:


"Me desculpe"


"Por favor"


"Me perdoe"


"Obrigado"


ou ainda:


"Não foi nada"


"Está tudo bem".


Porque, se o amanhã jamais chegar, você não terá que se arrepender pelo dia de hoje.


Pois o passado não volta, e o futuro talvez não chegue.


(desc. autor)






























18 de novembro de 2012

Apesar dos pesares continue acreditando...








Nossa
visão do mundo é muito limitada. Mesmo nossos sonhos mais longínquos
não nos permitem ir mais além, quando nosso eu está ferido.

Quando tudo
vai mal, quando não conseguimos acrescentar uma gota sequer de solução
aos nossos problemas, começamos a ver o mundo como se tudo fosse cinza,
como se tivéssemos o poder de ir apagando toda a beleza que está
espalhada à nossa volta.

A questão nem é ser negativo, pois uma
pessoa negativa o será sempre, mas é de ir deixando aos poucos de
acreditar que algo possa ser mudado, simplesmente porque o tempo é
interminável quando sofremos ou esperamos alguma coisa que tarda a
chegar, ou ainda quando tomamos as dores dos outros acompanhando o
movimento do mundo. Mas mesmo quando tudo estiver cinza, quando as
possibilidades de saída te parecerem como muros altos e
instransponíveis, continue acreditando! Não deixe a peteca cair! Eu
garanto que enquanto você se mantiver em movimento para construir alguma
coisa, a esperança vai estar no seu caminho como uma vela acesa
iluminando sua passagem.

As esperanças só morrem quando morremos
em nós, quando deixamos de acreditar que a vida é esse monte de
vivências às vezes contraditórias, doloridas e belas ao mesmo tempo.
Jamais permita que a tristeza tenha símbolo do seu nome! Que ela venha
quando não puder evitá-la, mas que fique justo o tempo necessário para
ensinar alguma coisa. Pare um pouquinho e olhe a natureza: ela nunca
desiste! As estrelas continuam brilhando apesar dos vendavais que agitam
as nuvens. A solidão às vezes é benéfica, quando nos faz refletir sobre
nosso eu e nossas razões de vida. Mas não deve ser uma companheira
inseparável que nos isola do mundo. Há mãos estendidas na nossa direção.
Sempre há! Só não vemos quando olhamos pra trás ou quando fechamos os
olhos.

Mesmo quando não acreditamos em mais nada, Deus continua
acreditando em nós. E Ele renova nossas forças, nos sustenta, nos mantém
de pé, ainda se nossos joelhos se dobram e nos sentimos incapazes de
continuar. O importante é continuar essa aventura da vida, sem baixar os
braços, sem baixar a cabeça. Temos todo o direito de cair, mas temos o
dever de resistir. Ainda que a lua se consuma e o sol desapareça, que o
infinito se desfaça e a terra se perca, há esperança para cada um de
nós. Eu acredito! Eu sei que muitos e muitos precisam continuar
acreditando que o melhor ainda está por vir.

E desejo que
acreditem! Acreditam sempre! Obrigada ainda a todos vocês que juntam-se a
nós agora e aos que já estão há tempos. Somos uma grande lista e se
cada um de nós passar um pouco pelo menos de esperança a uma outra
pessoa, o mundo já terá tido uma mudança positiva. Quando se trata de
amor não devemos quebrar correntes, mas criá-las. Que esse dia e noite
sejam abençoados. Que haja um brilho especial para cada um! Que o Senhor
esteja presente a cada momento!



Letícia Thompson

Imagem: Grandes Sonhos, jpg.








16 de novembro de 2012

Talvez amanhã seja tarde demais...












"Se você está bravo com alguém e ninguém faz nada para consertar a
situação, conserte você.


Talvez, hoje, aquela pessoa ainda
queira ser sua amiga e, se você não consertar isto, amanhã, talvez, seja muito
tarde.



Se você está apaixonado por alguém, mas a pessoa ainda não sabe, diga a ela.


 Talvez hoje, aquela pessoa também seja
apaixonada por você e, se você não falar isto hoje, talvez amanhã, seja muito
tarde.



Se você morre de desejos de dar um beijo em alguém, então dê.


Talvez aquela pessoa também queira
seu beijo e, se você não der isto a ela hoje, talvez amanhã seja muito tarde.



Se você ama alguém e acha que ela te esqueceu, então diga a ela.


Talvez esta pessoa o ame e, se você
não lhe disser isso hoje, talvez amanhã seja muito tarde.



Se você precisa do abraço de um amigo, você deve pedir-lhe.


Talvez ele precise disto mais que
você e, se você não lhe pedir hoje, amanhã pode ser muito tarde.



Se você realmente tem amigos, os quais aprecia, fale isto a eles.


Talvez eles também o apreciem e, se
eles partem ou vão embora, talvez amanhã seja muito tarde."



(Desc. autor)












25 de outubro de 2012

Seja amorosa consigo mesma







Ame-se, respeite-se, seja gentil consigo mesmo. A menos que você seja amoroso para consigo mesmo, você não pode ser amoroso com ninguém, absolutamente. A menos que você seja atencioso consigo mesmo, você não pode ser atencioso com ninguém; é impossível.



Eu lhe ensino a ser realmente egoísta, de modo que você possa ser altruísta. Não há contradição entre ser egoísta e ser altruísta: ser egoísta é a própria fonte de ser altruísta. Mas até agora você tem aprendido exatamente o oposto, lhe ensinaram o contrário.



E qual tem sido o resultado desse ensinamento? Ninguém ama ninguém. A pessoa que se condena não pode amar ninguém. Se você não pode amar nem sequer a si mesmo - porque você é a pessoa mais próxima a você -, se seu amor não pode nem mesmo alcançar o ponto mais próximo, é impossível seu amor chegar até as estrelas. Você não pode amar nada - você pode fingir. E é isso que a humanidade se tornou: uma comunidade de fingidores, hipócritas.



Por favor tente entender o que quero dizer por ser egoísta. Primeiro você tem que se amar, se conhecer, ser você mesmo. A partir disso, você irradiará amor, ternura, atenção com os outros. A partir da meditação, surge a verdadeira compaixão, mas a meditação é um fenômeno egoísta. Meditação significa deleitar-se consigo mesmo e com sua solitude, esquecer o mundo todo e simplesmente deleitar-se consigo mesmo.



É um fenômeno egoísta, mas desse egoísmo surge grande altruísmo. E, então, não há nenhum vangloriar-se a respeito, você não se torna egoístico. Você não serve as pessoas; você não as faz sentir-se devedoras a você. Você simplesmente se deleita em compartilhar seu amor, sua alegria.



Osho, em "Guida Spirituale"

Imagem por rebeca. http://www.palavrasdeosho.com/2011/01/seja-amoroso-consigo-mesmo.html#ixzz2ALxIzmwG










17 de outubro de 2012

Aceitemo-nos como somos











A busca da perfeição seja física moral ou espiritual pulsa em cada um de nós, de forma mais acentuada em uns que em outros, conforme a evolução de cada um. No entanto o conceito de perfeição varia imensamente, pois o que é perfeição para alguns não passa do início para outros.


O que importa nesse processo de busca da perfeição verdadeira é a capacidade de aceitarmos e entendermos em que estágio estamos.


Podemos considerar que estamos caminhando lentamente para a perfeição de nós mesmos, aceitando o nosso momento atual e olhando para o futuro com olhos de esperança e de fé, tanto em nós como no Cristo.


O importante é conseguir ser feliz no caminho da busca que empenhamos, pois de outra forma sofreremos durante muito tempo. Temos que nos aceitar com todas as nossas imperfeições, com todos os nossos medos, com todas as nossas dúvidas, pois tudo isso faz parte do nosso aprendizado.


Manter o foco em nós mesmos também é relevante, pois quando nos desviamos de nós e começamos a buscar parâmetros nos outros para medir o nosso grau de perfeição, estamos perdidos, pois sempre haverá alguém pior do que nós e sempre haverão outros muito melhores, então esse exercício de comparação gerará infinita infelicidade.


Assim, olhemos para nós com olhos de amor e de aceitação e vamos, no nosso tempo, buscando o esforço para melhorarmos a cada dia. Subamos a escada de luz, degrau a degrau.




Autora: Vera Calvet









14 de outubro de 2012

A Deslealdade







Gostei
muito do texto que selecionei para postar hoje. A sua autora discorre
muito bem acerca da lealdade entre as pessoas. Acredito que este seja um
ótimo tema  para a nossa reflexão e aplicação em nossas vidas.







"Tenho
pensado muito no valor da lealdade, um princípio elementar incrustado
na minha personalidade, por obra de meus pais que a moldaram assim. Dou
lealdade e cobro lealdade e não acredito na firmeza de nenhum
relacionamento, de qualquer natureza, conjugal, sentimental, amoroso ou
profissional, sem lealdade.


Se
não há lealdade entre as pessoas, não há sinceridade e o relacionamento
se assenta em castelo de areia. Falta solidez, falta franqueza, falta o
cruzar de olhares que não piscam, nem se desviam, porque nada temem.
Falta a pureza de alma, o coração aberto, a consciência tranquila.


Quando
alguém não é leal em um relacionamento, tudo é irreal, falso. A alma
não se expõem, o coração não se abre, a consciência não se tranquiliza e
tudo o mais não passa de um mundo de mentiras, com valores falsos que
induzem ao erro.


A
deslealdade é perniciosa, destrutiva, repugnante e só a pratica quem não
conhece o valor do outro lado, a importância da sinceridade, da
verdade, desses sentimentos fortes que estabelecem relações duradouras,
que são positivas, que são para o alto e não baixo, que constróem e não
destróem, que fazem o bem e não o mal.


Deslealdade
é fingimento, é dissimulação, é o cultivo de valores menores, é negar a
quem a exerce o direito de viver em paz, pois, não creio que conheça a
paz, quem mente, quem esconde, quem omite, quem engana, já que todos
esses factores são negativos, destrutivos e induzem a erros a vítima da
deslealdade.


O homem
desleal só está preocupado consigo mesmo, quer tirar proveito ou
desfrutar de alguma vantagem, ou ainda se poupar de qualquer
envolvimento em situações que a verdade produz. É cômodo alhear-se,
mentir, ocultar, mas é bom? Não creio que seja bom nem para quem assim
age.


Só a verdade, ainda
que dura e cruel, constrói, e nós temos o dever de praticá-la, custe o
que custar, para o bem do nosso próximo e também para nós mesmos.
Ninguém gosta de ser salvo de deslealdade. Logo, uma viagem ao nosso
interior vai mostrar que não devemos oferecer aos outros o que não
queremos que nos ofereçam.





Autora:  Roxy - janeiro 20, 2006



7 de outubro de 2012

Solidão...










Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar,

passear ou fazer sexo... Isto é carência.



Solidão não é o sentimento que experimentamos pela

ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.



Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às

vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.



Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos

impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um

princípio da natureza.



Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é

circunstância.



Solidão é muito mais do que isto.



Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão

pela nossa alma....



Francisco Buarque de Holanda









18 de agosto de 2012

O que vem antes: o amor ou o sexo?



Já ouviu falar dos tempos da vovó? Nessa época, a família “negociava” os casamentos, decidindo o futuro de seus rebentos, no momento em que nasciam, não se importando com o amor ou a falta dele, o que realmente importava era o número de filhos para trabalhar na roça…


E se o sexo não fosse bom, não havia amor, o casal teria que se aturar assim mesmo e consequentemente, eram infelizes.

Pois bem, hoje em dia, esses casamentos arranjados não existem mais, ao menos nos países ocidentais (ufa!) e podemos experimentar o sexo antes mesmo de casarmos, se o parceiro é bom, noventa por cento do relacionamento está garantido, o resto fica por conta da convivência, somente depois disso tudo, o amor bate à porta.

Tudo isso porque o amor se origina na região cerebral responsável por produzir impulsos relativos aos desejos sexuais, mesmo sendo duas coisas diferentes, no cérebro, esses sentimentos se confundem de maneira que o desejo sexual se transforme em amor!

Curioso, não?

Se observarmos o cérebro humano através de uma ressonância magnética, veremos que o sexo e o amor derivam de uma região denominada estriato. No entanto, sabe-se que o amor causa impulsos no estriato dorsal, (área relacionada com a drogadição) e o sexo ativa o estriato ventral, encontrando-se na área insular do cérebro, onde esses sentimentos se tornam realidade e o amor deixa de ser algo obsoleto.

Com isso, podemos concluir que o amor é uma consequência do sexo, em contrapartida, podemos tranquilamente separar um do outro.

Claro que não é pra sair por aí pensando que qualquer casinho vai virar casamento, não é bem assim que funciona, nem achando que existe amor à primeira vista, pois o que realmente queremos, é que esse amor todo seja um fato palpável em nossas vidas e isso se dá através do sexo, afinal, quem vive só de filminho e pipoca no final de semana?

E tudo isso foi comprovado veementemente pela ciência, que coletou e analisou esses dados.

O que você pensa sobre isso?









18 de julho de 2012

O Sexo, o Amor e a busca do prazer na Terceira Idade








Completar 60 anos (ou mais) não é um bicho de sete cabeças e está longe de ser sinônimo de dependências ou de tristeza. Ao contrário do que muitos pensam a chegada da terceira idade pode trazer liberdade e muitas alegrias, desde que o corpo seja respeitado.



Muitas vezes, a sociedade contribui para que o idoso tenha esta percepção de menos valia porque as pessoas de mais idade sempre foram imaginadas como aquelas que estão se despedindo da vida. Porque se aposentou do seu trabalho, de sua função, aposentou-se da vida. Este preconceito acaba por privar o idoso de chegar à velhice de forma saudável, expressando o amor e a sexualidade, elementos por vezes negligenciados por eles. Paralelamente à dificuldade que se tem para a conceituação da velhice, há também a problemática da aceitação das práticas amorosas e manifestações sexuais em pessoas que se encontram na terceira idade.



É necessário questionar estas crenças distorcidas e mesmo os tabus frente ao exercício sexual, durante o processo do envelhecimento, substituindo-as por informações realistas e não preconceituosas. E certo que a idade pode vir acompanhada de desgaste no relacionamento afetivo, além de uma série de transformações físicas que, muitas vezes, acarretam doenças e outras dificuldades que interferem no sexo. Mas enquanto há vida, também há possibilidade de vivência sexual satisfatória e prazerosa, principalmente quando ocorreu e ainda ocorre o cuidado com a saúde geral e sexual, desde a adolescência.



O potencial para o prazer sexual não se extingue com o passar da idade. As pessoas sentem necessidade sexual até a morte, contradizendo a idéia de que na terceira idade não há vida sexual. Não há idade para o sexo, ou seja, homens e mulheres saudáveis podem se manter sexualmente ativos por toda a vida. Há mudanças, sim, mas elas não são responsáveis pelo fim da intimidade entre o casal.



Amar faz bem. Os cidadãos que chegam à terceira idade com disposição emocional para manter uma vida sexual ativa vivem mais e melhor. O amor tem sido apontado como excelente remédio contra a solidão, o abandono e a depressão, que são os mais sérios problemas enfrentados pelo idosos. Já se foi o tempo em que o homem ou a mulher que chegavam à terceira idade sentia-se incapacitado para desfrutar uma vida sexualmente feliz.




5 de julho de 2012

Luta contra o envelhecimento começa bem mais cedo








Medicina estética e hábitos de vida mais saudáveis permitem que mulheres adiem a chegada dos sinais da velhice





"A gente percebe que na cultura atual o binômio que define beleza é juventude e magreza”, afirma pesquisadora


Para as mulheres, a vida pode começar (de novo) aos 50. A medicina estética e hábitos mais saudáveis permitem que elas entrem na terceira idade longe de doenças incapacitantes e mais distantes ainda da imagem de vovozinha, às voltas com os netos, cabelos brancos, bolos no forno e agulhas de tricô. O contraponto é que a luta contra os sinais do tempo começam cada vez mais cedo. “A ideia de envelhecer bem é adiar ao máximo esse envelhecimento. , afirma a pesquisadora Joana de Vilhena Novaes, que estuda as doenças da beleza.


As novas tecnologias aliadas à medicina estética levam a resultados impensáveis. Quem imaginaria nas gerações anteriores uma diva com a beleza e vitalidade de Madonna pulando e cantando num palco, na casa dos 50 anos? “Hoje as mulheres de 50 parecem ter 40, 30 anos. É o resultado da cosmetologia moderna, com o ideal estético de um corpo liso, sem pelos, sem rugas, sem celulite, manchas, ou seja, sem nenhum sinal de envelhecimento”, afirma Joana. “Existe uma obsessão por superfícies lisas.”


Em paz com a idade Essa idolatria da juventude traz problemas quando os recursos e tempo investidos para esse fim são superdimensionados. “De um lado, a infância está erotizada. Meninas desde cedo ingressam no ritual de beleza, que estavam no âmbito da brincadeira e viraram parte do consumo. Por outro, no quesito vestuário, os manequins diminuem acintosamente e a moda se torna muito jovem, decotada, curta, feita para lolitas”, diz a pesquisadora.


De quebra, com a possibilidade de controlar o momento da maternidade, a imagem da mulher se dissocia da de mãe. “Isso altera a relação com o envelhecimento. Ser mãe não justifica mais a aceitação do envelhecimento, já que as marcas podem ser apagadas”, afirma. Joana cita o exemplo da gravidez das celebridades, que voltam a exibir um corpo malhado e em forma pouquíssimo tempo após o parto.


O desafio é estabelecer uma relação em paz com o envelhecimento, que permita desfrutar melhor cada década sem autotortura desde cedo. “A sociedade é muito mais condescendente com a feiúra e o desleixo masculino”, afirma Joana. “A mulher desleixada é vista como alguém que tem um problema de caráter, considerada menos mulher. Homem é avaliado sob outras insígnias, como poder e sucesso profissional.” A pesquisadora comemora o fato de que, por outro lado, a mulher não passa mais por uma morte simbólica para a sociedade ao ser mãe, como se já tivesse cumprido sua função. “Tem coisas positivas no culto ao corpo, como essa grande autoestima. Cada momento histórico tem seu paradigma social: o nosso é esse.”



Verônica Mambrini, iG São Paulo |





22 de junho de 2012

Viver com Bom Humor e Otimismo












25 dicas para viver com otimismo e bom humor 





1) Reserve para si períodos isentos de problemas, compromissos, horários ou deveres. Tenha seu momento de liberdade, fazendo exclusivamente o que lhe dá prazer, pois isso é essencial para sua saúde física e mental.





2) Tenha senso crítico e aprenda a aceitar aquilo que você não pode mudar.





3) Controle-se. Evite contra-argumentos esquentados cada vez que alguém o contradiz. Mantenha a cabeça fria e guarde suas batalhas para assuntos realmente importantes. Não entre em discussões que não levam a lugar nenhum.





4) Procure experiências positivas. Vá ao teatro, leia um livro, ouça música, assista a um bom filme, passeie por lugares calmos e agradáveis, desfrute a natureza, reencontre-se para resgatar o equilíbrio e bem-estar.





5) Desenvolva a capacidade de se livrar da ansiedade, da tristeza ou da irritabilidade, uma vez que esse exercício permite uma rápida recuperação dos reveses e das perturbações da vida.





6) Planeje eliminar as fontes de estresse que estão sob seu controle e que tiram seu bom humor. Por exemplo, tente sair de casa mais cedo para fugir do trânsito.





7) Durma bem – a privação do sono está relacionada a um aumento da irritabilidade. Além disso, pode causar outros problemas, como hipertensão arterial.





8) Liste as coisas que você gosta de fazer e planeje-se para colocá-las em prática.





9) Crie um cenário de maior tranqüilidade e otimismo para escapar de uma situação conflitante.





10) Pratique alguma atividade física. Exercícios físicos estimulam a liberação de endorfina, um tipo de neurotransmissor associado ao bem-estar.





11) Diante de uma situação estressante, pare um pouco de pensar no problema. Uma boa alternativa é dar uma volta, tomar uma água, ouvir uma música ou fazer qualquer coisa que o ajude a se desligar. Essa pausa permite que você volte mais preparado para lidar com o problema que o aflige.





12) Não seja tão exigente com você. Celebre suas pequenas conquistas, valorize-se!





13) Uma alimentação rica em fibras e nutrientes influencia no bom funcionamento do intestino, sem contar que os alimentos certos servem de matéria-prima para a produção de parte da serotonina, uma substância fundamental na química do humor.





14) Relaxe nos fins de semana e, sobretudo, antes de dormir. Certamente você se sentirá muito mais leve e feliz.





15) Livre-se das culpas. Viva em paz com sua consciência.





16) Tenha alguém de sua confiança para conversar. Compartilhar sentimentos pode ser um passo importante para a resolução de problemas. Evite a proximidade com indivíduos negativos e hipercríticos.





17) Em vez de se perguntar por que um fato desagradável aconteceu com você, procure abstrair o aprendizado daquela situação.





18) Tente conhecer a verdadeira dimensão dos problemas. Na maioria das vezes, tendemos a potencializar as situações, estressando-nos desnecessariamente.





19) Sorria e relaxe sempre que possível. Reconheça todas as suas qualidades e cultive sua autoestima.





20) Respeite-se e seja mais feliz. Fique atento às necessidades de seu corpo, como sono, cansaço, fome, etc.





21) Cultive e valorize seu poder de escolha e opte pelo bom astral, pelas coisas leves, pelo otimismo e por tudo que o faz ser mais feliz.





22) Faça pelo menos uma atividade, ou tenha um hobby, que enriqueça sua semana. Dessa maneira, você se sentirá mais satisfeito e feliz.





23) Encare e gerencie as adversidades como situações passageiras.





24) Reconheça suas qualidades, seus defeitos e também suas limitações.





25) Desenvolva a capacidade de rir de si mesmo. Levar-se menos a sério é fundamental para encarar a vida de uma maneira mais leve.





Fonte: Thiago Pavin, psicólogo do serviço de Gestão de Saúde do Fleury











17 de maio de 2012

O que queremos é simplesmente sermos amadas.







Não, não me cabe aqui revelar-nos. Mesmo por que, às vezes nem nós nos entendemos.


Choramos facilmente, rimos com o coração. Nem sempre quando dizemos "não" significa que estamos dizendo "não." Muitas vezes, quais crianças mimadas, só precisamos que insistam um pouquinho...


Descobrimos que um sorriso pode produzir milagres... e uma lágrima também! Nada mais comovente que uma mulher que chora, um sorriso pode desarmar qualquer homem...


Damos à luz sob uma dor terrível e nos esquecemos imediatamente depois de termos nosso anjinho nos braços.


Corajosas, frágeis e fortes, vamos à luta sem capacete e sem espada. Temos um coração ao lado do cérebro. Não temos músculos, temos garra.


Quando nos oferecemos um presente, não é porque temos a mania compulsiva de gastar, mas porque queremos nos consolar de alguma coisa que falta na nossa vida. Somos nossos próprios anjos protetores.


Como mulheres, agimos como mães sempre, para os outros e para nós mesmas.


Não buscamos igualdade! Mesmo se nós pudermos exercer várias profissões, há emoções que correm como turbilhões dentro de nós que jamais poderão ser experimentadas pelo sexo oposto, há a dor e o prazer de oferecer a luz do dia a um anjo!... Não... jamais haverá igualdade! Cada um faz sua parte, cada um tem a sua importância, nem menor, nem maior, mas todos somos importantes.


Senhores!!! Não estamos mais à espera de príncipes encantados montados em cavalos brancos! Há muito entendemos que esses só existem nos contos de fadas. O que queremos é simplesmente sermos amadas. Nada mais, nada menos. Não nos preocupamos com músculos e caras, queremos simplesmente alguém que possa nos amar. Parece complicado e, portanto, é tão simples: só precisamos ser amadas! O resto a gente inventa depois!


Dentro de nós habita uma fadinha romântica que nem os desenganos, nem os casamentos e nem os anos poderão matar. Talvez seja essa uma das diferenças básicas entre um homem e uma mulher: o duende morre mais rápido, morre depois da conquista...


Nós, mulheres, seremos sempre... jovens, idosas, maduras, imaturas, belas, feias, dengosas, charmosas, mimadas, vaidosas ou não... apaixonadas ou à espera.. mas sempre, sempre, vai pulsar no nosso peito esse coração de mulher. Coração que ninguém entende... mas que sabe muitas vezes adivinhar a vida!






© Letícia Thompson







18 de abril de 2012

BORBOLETAS



 


"Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!


(Mário Quintana)




13 de abril de 2012

Saber Amar!





Na vida existe amor: usado, maltratado e respeitado!
Não basta dizer: te amo!
Ambos necessitam de saber amar, com entrega incondicional,
descobrindo as características do homem e da mulher.


Todos somos diferentes e não podemos pedir comportamentos semelhantes, 
mas a aproximação dos pontos comuns 
que originam estabilidade e serenidade suficientes para uma vivência sã!
Ao longo de anos a convivência muitos casais ainda está por descobrir;
 não se conheceram o suficiente
 e daí nascem as inevitáveis divergências e por vezes tornam-se irreversíveis!


Ficam esquecidos sentimentos como a sensatez, a tolerância, a humildade e herdados do passado,
 princípios que levem à fusão destes sentimentos que enriquecerão o amor!
Saber amar, está longe de nós nos convencermos que é um dado adquirido!
Neste mundo distraído e distante,
 se quisermos vislumbrar momentos felizes, 
não podemos alhear de factores que menosprezamos, 
mas são fundamentais para a nossa Vida
 e para o futuro dos nossos seguidores como sejam: os Filhos!


E citando Dalai Lama: “A vida sem amor não tem sentido”!
Saber amar é uma aprendizagem; depois pratique-a!
_____________________
José Manuel Brazão






11 de abril de 2012

Só Por Hoje, Pense em Si



Há a consciência colectiva de que os tempos atuais (em todo o mundo), não são, não estão fáceis. A violência grassa, a pobreza moral, física e mental, é galopante. O medo inibe, asfixia, apavora. Os atentados mais vis são direcionados contra indefesos, tornando-se hediondos os que visam crianças, idosos, tornando-os em verdadeiros desprotegidos da sorte. 


As vítimas são por atacado e sem culpa, apenas adensam o monte de carne dilacerada atirada para o molhe dos desditos a quem não perguntaram idade, religião, nacionalidade ou sexo, apenas tiveram a desdita de estar na hora errada, no local errado. Não lhes deram sequer a oportunidade de erguer a bandeira branca da paz como esperança desesperada de proteger a vida que estava a segundos de lhes ser tirada.


Os conflitos bélicos, camuflando negócios de alto gabarito abrem, segundo a segundo, os tentáculos do monstruoso polvo que cego, agarra presas, países e futuros. As mentiras, os enganos, os acordos, a corrupção aumenta, adensa a teia de seda, por vezes invisível, que aperta e mata. 


A droga miseravelmente sustenta impérios e destrói vidas mal começadas a viver. Entranha-se nas veias, no sangue. Cega o coração, a alma, confunde o espírito, esmaga a esperança, sonhos e pinta de negro os amanhãs sem alvoradas. Pobres deserdados da sorte que aos cantos da vida se tornam mendigos da sua própria desdita.

A panorâmica é terrível, parece terrível e sem resolução. Paremos um pouco para pensar… -eu deixei de escrever, olhei o tecto da sala, inspirei lenta e profundamente e esperei…É bom esperar-se sempre. É bom sentir que aconteça o que acontecer, seja qual for a situação que enfrentemos, se deve lutar contra o medo, o desânimo.


Não podemos sentirmo-nos limitados. Nunca devemos deixar de ouvir o nosso coração, porque ele bate mesmo nos momentos em que o desespero nos amordaça. 


Outro problema ameaçador é o alcoolismo. Dizem as estatísticas que a aumentar galopantemente e revelando que o sexo feminino está a tomar a posição cimeira. É gravíssimo, mas é uma realidade. Para quem na solidão da sua vida se degladia com este problema, tomo a liberdade de recordar palavras (sábias) que devem ser lembradas, divulgadas, como sementes prontas a germinar no tempo e no coração onde caírem. Não feche o seu coração. Uma mente pode ser enganada. Um coração, não!“Só por Hoje”, foi um folheto distribuído há anos pelos Alcoólicos Anónimos e dele retirei algumas passagens.

LEIA MAIS, clicando na frase abaixo.



”Só por hoje, procurarei viver o dia que passa, sem procurar resolver todos os problemas da minha vida. Só por hoje, procurarei fortalecer a minha inteligência e aprenderei algo de útil. Só por hoje, livrar-me-ei da pressa e da indecisão. Só por hoje, agirei delicadamente, não propagarei o que de bom possa fazer. Por hoje, não criticarei, nem darei ordens, a não ser a mim própria. Só por hoje dedicarei meia hora ao silêncio e ao repouso. Meditarei na vida e nos projetos. Só por hoje, não hei-de ter medo de apreciar a beleza e de acreditar que aquilo que eu der ao mundo, o mundo me devolverá”. 


São palavras que podem agir como flecha atirada ao alvo: acertar nos mais indecisos e ajudá-los a trilhar o caminho da esperança. Não é um trilho fácil é mesmo, inúmeras vezes, desconfortante, até desesperante mas, percorrido com verdade, com querer, os resultados são muitas vezes a concretização dos desejos. Não esqueça, Só Por Hoje.


A verdade é que não há tempestades permanentes e, apesar dos vendavais, nunca deveremos deixar de nos agarrar ao leme do barco das nossas vidas. E quando os ventos se cruzam em fúria e ecoam pelas veredas das serras ou caem nos mares crispados; quando os céus ficam pesados e negros e as nuvens carregadas de energia se tornam ameaçadoras e o ribombar dos trovões faz estremecer; quando pelos ares revoltos passam folhas, ramos, árvores, casas, é tempo de erguermos cabeça, acalmar o coração e lembrar que lá em cima sereno, perante a fúria bravia da Natureza, o Sol continua no seu lugar, esperando o passar da tempestade para voltar a brilhar. 





Assim somos nós, há desesperos de toda a espécie que nos derrubam mas se quisermos realmente, podemos levantar-nos. Só Por Hoje, dê a si próprio essa oportunidade.





Autora: Maria Elvira Bento

Fonte: www.brumasdesintra.wordpresse.com