29 de junho de 2010

Silêncio Interno







“Nosso diálogo interno faz tanto barulho, que perdemos o contato com a Vida original. Conseguimos retornar a esse estado natural, quando nos mantemos em silêncio.”

Deepak Chopra




“Pascal disse: ‘A raiz dos problemas dos homens

é sua incapacidade de se sentar só em uma sala,

por qualquer período de tempo’…

Quando nos calamos, tornamo-nos lúcidos,

e com maior clareza distinguimos o certo do errado.

Ouvimos com melhor clareza nosso desejo real,

porque entramos em contato com a

Sabedoria Interna que reside em nosso interior.”
Mary Manin Morrissey

          

26 de junho de 2010

As vovós de hoje não são como as de outrora!

Já se foi o tempo em que a imagem das avós estava somente ligada aos almoços de domingo, à velha cadeira de balanço, óculos na ponta do nariz, roupas de lã antiga, jeitinho manso de falar e histórias de quando os tempos eram diferentes. Hoje, mais do que nunca, as avós assumem um papel muito importante na educação de seus netos e também na sociedade. 
  A Vovó é uma figura que aos poucos, foi se adaptando e assumindo novo papel de importância dentro do seio familiar. Agora, a tarefa que antes era somente brincar, levar as crianças à escola, preparar coisas gostosas e contar casos divertidos, divide espaço com uma carreira, estudo e novas obrigações.

Embora a figura das vovós esteja mudando, uma coisa não pode, nem deve ser alterada – a postura de “mãe mais madura”, que com sua experiência, consegue levar com facilidade e naturalidade a relação com as crianças, pois ela já está consciente de todos os acertos e erros cometidos com os filhos.

Existem muitos casos de vovós que trabalham fora, são executivas, e outras que deram um novo rumo à vida e voltaram a estudar em busca de novos conhecimentos. Elas não se intimidam e mostram que a principal ferramenta para alcançar seus sonhos e objetivos na vida é a força de vontade.

É o caso de Olga Lucia de Paiva Faria, 48 anos, de Mogi das Cruzes - SP. Depois de muitos anos afastada da escola, decidiu trabalhar a mente e aperfeiçoar seu desempenho pessoal e profissional no curso de Português do Kumon.

Os filhos já estavam matriculados e, após perceber transformações positivas no comportamento deles, não marcou bobeira e matriculou também as duas netas de três anos cada, no curso de Matemática, para aguçar o raciocínio das meninas. Em breve, a netinha mais nova, ainda com dois anos, será a próxima matriculada. A meta da vovó coruja é ver as netas se destacando na sociedade.

“Desejo que elas se tornem cultas e com sabedoria para entender e interpretar as etapas da vida. Quanto a mim, finalmente quero aprender a ler e a escrever corretamente, recuperando o tempo perdido e assim me tornar uma pessoa mais feliz e uma avó realizada”, conclui Olga. 
Esta é mais uma prova de que nunca é tarde demais para correr atrás dos nossos sonhos. Muitas mulheres desta geração tiveram que abandonar os estudos para priorizar outras coisas, mas o retorno é muito positivo, pois ao mesmo tempo em que adquirem conhecimento, passam também a fazer parte e entender um pouquinho mais sobre o mundo dos jovens de hoje.

Um outro exemplo é o caso da educadora, Maria Carolina Lavieri, Diretora do Colégio Itatiaia em São Paulo e avó do pequeno André, de quatro meses. Desde os tempos da faculdade ela já tinha a idéia de construir um espaço onde crianças seriam educadas e cuidadas por profissionais responsáveis e amorosos, enquanto as mães trabalhassem, contribuindo para um mundo melhor.

Ela sempre acreditou que, não é porque as mães trabalham fora que os filhos devem ficar com as avós. “Casei, tive filhos, fui trabalhar e as crianças ficavam com a minha mãe. Parecia a solução perfeita, mas não era. Minha mãe não reclamava, mas ela já havia criado seus filhos e agora teria que assumir os meus. Hoje curto muito o meu neto, mas continuo minhas atividades normais. Minha dedicação a meu neto é de qualidade, não de quantidade”, afirma Carolina.

Com as vovós em atividade, todos nós temos a ganhar, as crianças principalmente – pois a casa das diversões, onde “quase” tudo é permitido será também um local para desenvolver o conhecimento.
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O Mundo da Mulher
                                   

24 de junho de 2010

Na terceira idade a felicidade se torna nossa vizinha

Um dia perguntei à minha mãe sobre felicidade e ela, sábia - na sua santa ignorância das letras e modernismos-, disse que a felicidade era vizinha dos quarenta, sessenta, oitenta anos de idade e que eu não tivesse pressa. Antes de tê-la sempre comigo precisava pagar um preço, porque nada se recebe de graça na vida, a não ser a vida. É claro que enfeito, às vezes, a forma do que ela disse, mas na essência era o que ela queria dizer, porque já era idosa quando lhe perguntei.
Fiquei, então, prestando atenção quanto custava ser feliz. Às vezes era feliz, mas não sabia como diz a letra da música. 
Meu estilingue era a felicidade. A bicicleta velha que ganhei quando criança, também era felicidade. O sorriso da primeira filha, do primeiro neto, do primeiro bisneto e por aí a fora com o sorriso de todos os outros.. 
Mãe, como você tinha razão. Sei que, hoje, você tem o maior tempo do mundo prá ler o que escrevo, mas eu não! 
Então, serei rápido, ao fazer um pequeno registro, neste mês de maio, talvez o único mês em que os filhos se lembram da Mãe, com um carinho maior. 
Descobri Mãe, que quando a idade chega é que a felicidade se torna vizinha da gente. 
Quando essa independência chega, como é bom: você paga o que come e o que veste, o ingresso do salão onde vai dançar com sua grande companheira de todas as horas fáceis ou difíceis, rever amigos ou fazer novos amigos idosos, paga a mensalidade do seu grupo de convivência, compra a sua bengala ou o seu boné. 
Não tenta o suicídio, já se cansou de fumar porcarias, do álcool, trocou a mochila por um note book, assiste o canal da Playboy não mais escondidinho, enfim, somos autores do dia de hoje. 
Somos felizes, enfim! 
Não somos velhos. Somos idosos. Diferença? Claro que existe!  Na folhinha do velho só tem ONTENS. Na minha folhinha só tem um pouquinho do HOJE e muito de AMANHÃ. 
O velho tem uma coleção de saudades...  Eu tenho planos. 
Viu só, Mãe, como lembrei do que você disse?

Tem outras coisas, mas já pertencem ao passado, porque eram ensinamentos que possibilitaram eu chegar até aqui e me lembrar de você, neste sublime mês de maio.

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Donato Ramos

                           

21 de junho de 2010

Contentamento





Não ponha seus sonhos em lugares altos demais onde suas mãos não poderão alcançá-los.
Mesmo se a vida parece ilimitada, nós possuímos nossos limites e esperar por algo que está muito além pode nos impedir de olhar à nossa volta.


Buscamos longe flores que poderíamos encontrar em nosso jardim, porque o que está distante sempre parece encoberto por uma neblina que elimina toda imperfeição.


Não nos prepararam para aceitar as coisas ou as pessoas como elas chegam, com muita ou pouca bagagem, com força ou sem muita vontade. Então desenhamos na nossa mente e fotografamos no nosso coração algo que só pode existir atrás da linha da realidade. E nos pomos a esperar...


Nos tornamos assim culpados de uma solidão da qual culpamos a vida ou os demais. Nos negamos a aceitar, pedindo ainda que aceitem a nós, e continuamos esperando pelo que o amanhã vai nos trazer.


Envelhecemos sem sair do lugar, sonhando ainda e além, mas sem provar da vida nesses mínimos detalhes, nem sempre coloridos e perfeitos tais raios de arco-íris, mas reais o bastante para nos fazer sentir vivos.


Não... não ponha seus sonhos além do que os seus braços alcançam. Aprenda que ser feliz é buscar o contentamento do prazer de cada instante.


Aprenda a ser flexível e menos exigente. Ria de bom coração quando tiver que rir e não permita que as mágoas te impeçam de viver o minuto seguinte.


Preciosa é a vida e preciosos são os que amamos
Preciosos ainda são aqueles que nos amam, os que  cativamos.


Precioso é o hoje, é o que temos, é o que tocamos. É essa realidade, nem todo o tempo bonita, mas ainda assim a nossa contribuição para a história do mundo.


Letícia Thompson


18 de junho de 2010

Precisamos abraçar a vida na sua inteireza



Só as verdades machucam. É tão real que chega a ser doloroso. Às vezes as pessoas mentem e parecem assim agradáveis. E o dia que decidem ser "reais" acabam ferindo. Me pergunto então o que as pessoas preferem. Viver num mundo de ilusões onde tudo é bom, bonito, sem falhas?


 Isso é ilusório, é tapar o sol com a peneira, esconder a cabeça debaixo da terra ou qualquer outra expressão que diga que as pessoas preferem ignorar aquilo que pode abrir-lhes os olhos para o mundo real. 


Muitos relacionamentos caminham na ilusão porque as pessoas preferem ignorar os problemas, afinal a verdade dói e nos obriga a ver o mundo de frente. Precisamos diferenciar o sonhar com o estar fora da realidade. Precisamos reconhecer que o mundo está aí, ora feio, ora bonito, mas é o que temos pra nós e que o tempo que gastamos não recuperamos. 


Precisamos caminhar firme e aprender a abraçar a vida na sua inteireza. E seremos, assim, felizes.

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Autora: Letícia Thompson


                                                                                                                    

15 de junho de 2010

O lado bom do envelhecimento...



Um amplo estudo mostrou que a sensação de bem-estar consigo mesmo aumenta significativamente a partir dos 50. 


É inevitável. Os músculos se enfraquecem. Visão e audição perdem força. Ficamos enrugados e encurvados. Não conseguimos correr, ou mesmo andar, na velocidade com a qual estávamos acostumados. Sentimos dores em partes do corpo que nunca havíamos percebido antes. Ficamos velhos. Isso soa deprimente, mas aparentemente não é. Uma pesquisa da Gallup descobriu que, sob praticamente todos os aspectos, as pessoas ficam mais felizes à medida que envelhecem, e os pesquisadores não sabem ao certo o motivo. 


“Poderia ser porque há alterações do ambiente”, disse Arthur A. Stone, principal autor do estudo com base na pesquisa, “ou poderiam ser alterações psicológicas na forma como enxergamos o mundo, ou até mesmo algo biológico – por exemplo, química cerebral ou mudanças endócrinas”. 


A pesquisa por telefone, conduzida em 2008, abordou mais de 340 mil pessoas em todo o mundo, com idades entre 18 e 85 anos, com perguntas sobre idade e sexo, eventos atuais, finanças pessoais, saúde e outros tópicos. A pesquisa também perguntava sobre o “bem-estar geral”, fazendo cada pessoa classificar sua satisfação geral com a vida numa escala de 10 pontos, uma avaliação que muitas pessoas podem fazer de tempos em tempos, senão de uma forma estritamente formalizada. 


Finalmente, havia seis perguntas do tipo “sim ou não”: Você experimentou os seguintes sentimentos durante grande parte do dia ontem: divertimento, felicidade, stress, preocupação, raiva, tristeza. As respostas, segundo os pesquisadores, revelam um “bem-estar hedônico”, a experiência imediata desses estados psicológicos por uma pessoa, livre de memórias revisadas ou julgamentos subjetivos que o questionário sobre satisfação geral pudesse ter evocado. 


Os resultados, publicados pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, trouxeram boas notícias aos idosos e àqueles que estão envelhecendo. No geral, as pessoas começam aos 18 anos se sentindo muito bem consigo mesmas e então, aparentemente, a vida começa a sair do trilho. As pessoas se sentem cada vez pior até atingirem 50 anos. Nesse ponto, ocorre uma mudança acentuada, e elas continuam ficando mais felizes conforme envelhecem. Ao atingir 85 anos, elas estão ainda mais satisfeitas consigo mesmas do que estavam aos 18 anos. 


50 anos, a idade da mudança!


Ao medir o bem-estar imediato – o estado emocional de ontem –, os pesquisadores descobriram que o stress diminui dos 22 anos em diante, atingindo seu ponto mais baixo aos 85. A preocupação permanece bastante estável até os 50, quando entra em franco declínio. A raiva diminui de maneira constante a partir dos 18 anos, e a tristeza sobe a um pico aos 50, diminui até os 73, então aumenta levemente até os 85. O divertimento e a felicidade possuem curvas similares: ambas decaem gradualmente até os 50 anos, ficam estáveis pelos próximos 25 anos, e em seguida caem muito levemente no final – sem nunca voltar ao ponto baixo dos 50 anos. 


Outros especialistas ficaram impressionados com o trabalho. Andrew J. Oswald, professor de psicologia da Warwick Business School, na Inglaterra, que publicou diversos estudos sobre a felicidade humana, considerou as descobertas importantes e, sob alguns aspectos, inspiradoras. 


“O fato de podermos ser mais felizes com 80 anos do que éramos com 20 é muito animador”, afirmou ele. “E isso não está sendo causado predominantemente por coisas que acontecem na vida. O que está conduzindo isso parece ser algo muito profundo e bastante humano”.  Stone, professor de psicologia na Universidade Estadual de Nova York em Stony Brook, disse que as descobertas levantavam questões que demandariam mais estudos. 


“Esses resultados dizem que existem padrões singulares aqui”, explicou ele, “e isso vale um esforço de pesquisa para tentar descobrir o que está acontecendo. Por que algumas coisas parecem começar a mudar aos 50 anos de idade?” 


O estudo não foi projetado para descobrir quais fatores tornam as pessoas felizes, e as perguntas sobre saúde não foram específicas o suficiente para gerar conclusões a respeito do efeito das doenças ou deficiências sobre a felicidade na terceira idade. Mesmo assim, os pesquisadores examinaram quatro possibilidades: o sexo do entrevistado, a pessoa ter ou não um companheiro, se há crianças em casa e a situação empregatícia. 


“Estes são quatro candidatos razoáveis”, disse Stone, “mas não fazem muita diferença”. Para as pessoas abaixo dos 50 que algumas vezes se sentem tristes, isso pode ser um consolo. O cenário parece um pouco desanimador, mas veja pelo lado bom: você está envelhecendo. 


Autor: Nicholas Bakalar
                                             

14 de junho de 2010

Insatisfeitas e insatisfeitos"

Escrevemos sobre infidelidade no artigo passado e a repercussão foi imensa. Muitos protestos e muito apoio vindos tanto de homens, quanto de mulheres de todas as idades e condição civil. O mais interessante é que os protestos e apoio vieram de ambos os lados, proporcionalmente. Que bacana.
O que observamos e que não nos causou espanto, foi a manifestação de algumas mulheres sobre a necessidade premente que muitos homens, obedecendo a um convencionalismo arcaico, têm de exercer seu poder buscando a novidade em outros corpos e conquistando a qualquer preço uma presa mais tenra e que nem de longe, conheça ou conteste suas fraquezas. Ficou fácil depois da pílula azul não é? Mas isso não é problema só dos mais maduros não, muitos casais jovens sofrem os efeitos da volúpia desenfreada.O que é de chamar a atenção mesmo, é que muitas mulheres já estão jogando neste time. Os reflexos da conquista do poder feminino a partir da revolução que traçou igualdade de direitos entre elas e eles se estendem aos assuntos da alcova. Muitas mulheres já admitem a traição não só como forma de vingança, o que justificava a atitude até bem pouco tempo, mas como alívio para a vida morna, chata e solitária que dividem com seus parceiros fixos. Precisaram de muita provocação, vocês hão de convir.
Não só os homens têm necessidade de sonhar, de fantasiar e de trair. É certo que ainda hoje, eles são mais audaciosos e não temem partir para o ataque, entretanto muitas mulheres já estão “fechando os olhos” em nome de um sexo de melhor qualidade com o parceiro com quem, não importa motivo, é obrigada a compartilhar. As mulheres da atualidade já têm a capacidade de fantasiar que estão com outro homem na cama. Recurso que usam com inteligência adiando ao máximo se atirarem nos braços de qualquer um. Olham para seus parceiros e enxergam Richard Gere, Rodrigo Santoro, o professor da academia ou aquele deus que chegou por e-mail. Fantasiam que estão recebendo carícias, ou sendo “possuídas” ou penetradas por alguém, às vezes até sem rosto, mas bem melhor e capaz sexualmente que o seu parceiro. Fantasiam que tudo está acontecendo do jeitinho que ela gosta – as mulheres já sabem bem do que gostam de sentir na cama - e não tem coragem ou liberdade para pedir. Ou do jeitinho que ela já está cansada de pedir e ele finge não ouvir supondo não valer a pena atendê-la.
A verdade é que elas estão traindo mesmo. É possível que sempre tenham traído, mas era em menor proporção e tinha todo um contexto envolvido. Sentiam culpa e ficavam emocionalmente abaladas. Hoje estão buscando friamente em amantes reais ou imaginários as emoções que não conseguem sentir em uma relação que ainda não pode acabar, seja pelos filhos ou por qualquer outro tipo de dependência.
Não são somente os homens que têm necessidade de alguém novo. De uma cabecinha leve e sem preocupações. De um traseiro mais firme, de um tronco mais fininho e delineado, de coxas mais saradas e peitos turbinados. As mulheres também desejam alguém mais bem cuidado, com barriga tanquinho, peitoral malhado e braços capazes de muitas e intermináveis flexões. Elas também desejam homens com a bundinha durinha que indica virilidade, capacidade de boa ereção e controle ejaculatório. Querem homens equilibrados e dispostos a um sexo com mais de vinte e três minutos. Quem disse que é fácil para as mulheres, desejarem sempre o mesmo homem? E o que agrava isto, é que eles, me perdoem os mais cuidadosos e caprichosos, não se dispõem a ficarem atraentes para elas. Já na fase do namoro, se entregam às tentações do chopinho, da comida gordurosa, da vida sedentária e sem graça que os torna incompetentes sexualmente.
O que é de se notar e comentar aqui nesta oportunidade é que este tipo de homem, não busca melhorar sua performance para agradar sua parceira. Ele busca autoafirmação fora da relação, com mulheres que por extrema carência afetiva, financeira ou sexual (pode até ser as do time que traem também) “pegam” qualquer homem e tratam como um corte de filé mignon – um homem pra chamar de seu, mesmo que seja eu. É um troca, troca sem limites. Ninguém quer se dar ao trabalho de nada. Vamos tocando em frente que atrás vem gente.
Acontece o contrário também, sejamos justos. Tem muita mulher com a feminilidade balançada por aí. Contudo, algumas pesquisas apontam que as mulheres envolvidas em relacionamentos estáveis (estou falando das fêmeas), se cuidam muito mais que seus parceiros. Investem no corpo e na beleza do rosto e estão sempre cheirosas e macias. Buscam acessórios para apimentar a relação, planejam momentos para fortalecer o casal, lutam para que seus homens se cuidem e até passam por chatas neste caso. _ Não beba tanto benzinho. Não coma tanta gordura, faça um exercício físico, procure não se estressar tanto... Perde seu tempo, porque a mulher da rua não exige nada disso.
O que ocorre normalmente, é que no caso dos homens, a atenção ao convencionalismo que rege as regras do machismo, os cega para a possibilidade de enxergar na mulher amada, uma conquista a ser mantida. Ele precisa provar para os amigos, para o pai que o ensinou a ser cafajeste, para os filhos que ele quer ensinar a serem cafajestes, para a sociedade e para ele mesmo que sabe que “não está com mais nada no balaio”, que é um garanhão. A satisfação da parceira não o satisfaz mais. Ele precisa provar, mesmo que se enganando, que tem o poder de caçar e dominar uma nova presa. Sofre e faz sofrer. Perdoa senhor, ele não sabe o que faz.
Salvo essas observações, o que temos a fazer aqui é dizer em nome das mulheres um muito obrigada. Obrigada à mídia, à internet, à indústria cinematográfica e pornográfica e a tudo que gera, igualmente para elas, imagens de altíssima qualidade que as inspiram às fantasias tornando-as capazes de levar até onde for possível uma relação que para elas também, não é fácil suportar. Obrigada aos amantes de plantão, lindos, bem cuidados, amorosos, viris e românticos. Obrigada ao comportamento masculino que suscita o revide e desperta a curiosidade para uma sexualidade mais bem vivida. Tudo na medida certa, tudo na medida de cada uma.
As mulheres ainda sofrem muito de indignação, de ciúmes e de abandono, mas não sofrem mais por injustiça. Os direitos realmente estão bem iguais.
Sintetizando, deixamos aqui, um dito popular para reflexão dos insatisfeitos e insatisfeitas que se acham merecedores de novas aventuras, de novas sensações e emoções e partem para o ataque envoltos em seu manto de egoísmo e egocentrismo, sem se preocuparem com o sofrimento alheio. Pessoal, até para trair, é necessário uma dose de responsabilidade com o outro, de amor ao próximo. É necessário no mínimo, que se faça direitinho. Incompetência tem limite.

Meninos e meninas la vai:
“Chumbo trocado não dói”. Contudo é bom fazer um cursinho de tiro ao alvo antes, porque como disse no artigo anterior, o tiro pode acertar o próprio pé.
Não sou tão moralista assim, não é mesmo? Na verdade, nem sou moralista. Tenho meu ponto de vista, mas não é o que conta aqui. Opine, mostre o seu.


Autora: Jussara Hadadd é filósofa e terapeuta sexual feminina



                             

10 de junho de 2010

Essa idade mágica e tão fugaz!...



Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.


Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.


Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.


Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.



Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa."

(Mário Quintana)

8 de junho de 2010

Relembranças de mim, outrora...




Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite. Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.


– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre. E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.


– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!


A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... Casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.


Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas– e dizia:


– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.


Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... Tudo sobre a mesa. Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também.


Pra quê televisão? Pra quê rua? Pra quê droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... Era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...


Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... Até que sumissem no horizonte da noite.


O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:


– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.


Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.


Casas trancadas.. Pra quê abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos, do leite...






Que saudade do compadre e da comadre!


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Autor: José Antônio Oliveira de Resende


Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.


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6 de junho de 2010

Se o amor pudesse gritar






Não sei dizer se é a falta do tempo, ou não querer perdê-lo, que nos leva a buscar coisas prontas ou pelo menos que nos dêem o menos trabalho possível. É como se quiséssemos cortar caminho para chegar ao mesmo ponto que o coração visa.


No nosso relacionamento com outras pessoas temos também uma certa tendência a, ao invés de construir relações, querer encontrar coisas feitas, situações prontas e que nos dêem segurança. Construir significa ter trabalho, empenhar-se, dar de si e, por que não, ceder e perder-se um pouco na busca de um encontro profundo.


Nos lamentamos pelo que não foi construído para nós e nos esquecemos do nosso poder de reparar, recuperar e reconstruir. Se temos um sonho, por que esperar que outros ponham as escadas no caminho para que subamos às nuvens? Colocando, nós, cada degrau, saberemos onde estaremos pisando. Aquilo que exige de nós tempo e esforço merecerá uma alegria muito maior no dia da conquista.


Uma das histórias reais e mais bonitas que conheço é essa dessa filha que foi abandonada pela mãe quando criança. Ela cresceu com o sonho de ter uma mãe e já na idade adulta procurou pela mesma, colocando de lado todos os porquês de tanto abandono, de tantos anos de dor e solidão. Ela "decidiu" ter a mãe e tem. 

Cuida dela como se fosse a flor mais linda e preciosa do mundo, por que ela conhece o que é desejar e não ter e escolheu não viver a vida lamentando-se pelo tempo perdido. Constrói álbuns à partir do tempo que recuperou, vai acumulando lembranças para o dia do amanhã e saudade sincera para o possível dia da partida. Penso que abençoada é essa mãe e preciosa é essa filha. Precioso é esse ser humano.


Nossas razões nos colocam limitações. Os erros alheios nos parecem imperdoáveis e punidos somos nós pela rejeição da construção de uma vida diferente e nova, os quais seríamos o arquiteto, pedreiro e feliz proprietário. Quando deixamos de falar com uma pessoa porque nosso coração ficou ferido, vamos colocando a felicidade num passo a frente e aquele momento de zanga fica perdido. Se tínhamos dez oportunidades de sermos felizes, teremos apenas nove porque nosso coração foi orgulhoso demais e isso falou mais alto. 




Toda felicidade não é utopia. Utopia é pensar que permanecendo na nossa dureza e guardando nossas razões estaremos ganhando alguma coisa. Sonhos não são quimeras, são desejos que nosso coração pode realizar. Se o amor pudesse sempre gritar, se ele pudesse segurar nosso rosto para a direção do sol e das flores, seríamos mais felizes, menos sérios, menos graves, mais leves, mais próximos do céu.



Pessoas perfeitas não existem. Pessoas que querem dar o melhor de si já são, para Deus, um pedaço do sonho da perfeição. Podemos todos ser o sonho de Deus.






Autora: Letícia Thompson









                                                  






1 de junho de 2010

Não perca a crença no poder mágico dos sonhos



Maduro não é quem viveu o suficiente; é quem tem vivências, que podem não estar necessariamente ligadas à idade.
Tudo na vida é encanto quando entramos na adolescência.Todos os sonhos são possíveis, tudo é festa e o paraíso parece estar ao alcance das nossas mãos. Achamos que o primeiro amor vai durar para sempre, que vamos evoluir no trabalho, que as pessoas com as quais convivemos serão sempre sinceras e gentis.
Um dia, nos vemos diante dos primeiros obstáculos: perdemos nosso amor, anoitece no paraíso, descobrimos que precisamos competir e trabalhar duro para chegar a algum lugar e que nem todas as pessoas desejam nosso bem.
Nossos sonhos se quebram e adquirimos experiências, nos tornamos adultos, amadurecemos. E dói. Dói em nós, no nosso ser, dói a vida. Algumas pessoas desistem, se cansam com os desenganos e se deixam levar. Nunca crescem, nunca constroem nada.
Desacreditam nos sonhos e no poder mágico deles. Envelhecem prematuramente, tornam-se ranzinzas e mal-humoradas. O mundo está cheio de pessoas assim. Portanto, há pessoas maduras que ainda sonham. Só que é um sonho diferente. Os jovens sonham em construir, começar, conquistar. Elas sonham em reconstruir, recomeçar, reconquistar.
Pessoas maduras sonham depois de terem vivido, depois de terem quebrado a cara, de terem tido decepções, caído em armadilhas e depois de terem enfrentado a dura realidade de que todos os sonhos se realizam. Mas elas sabem que ainda assim vale a pena sonhar. E elas sonham... conscientemente!
Amam de novo, de novo e de novo!... Caem e se levantam e recomeçam cada vez que caem. Elas acreditam sempre que na próxima vez vai ser diferente. Prendem os sonhos nas mãos e não largam! Geralmente essas pessoas vivem mais tempo e o tempo que vivem é bem melhor aproveitado. São idealistas e benditas!
As pessoas maduras que ainda sonham são o sonho da vida, são a projeção dos melhores desejos de Deus aqui na terra.
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Autoria de Letícia Thompson

Mensagens de Reflexão

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